Contabilidade

Sistemas de Custeio – Diferenças de Resultados

Dado ser um pedido comum, resolvo aqui um exercício de Sistemas de Custeio onde se evidência as diferenças entre os sistemas.

Relativamente a determinado período, recolheram-se as seguintes informações da Empresa Z que tem capacidade instalada para produzir 3.000 tons./período do produto X:
– Vendas: 1.500 tons. a €850 /ton.
– Produção: 1.800 tons.
– Gastos industriais: variáveis: 900.000,0€; fixos: €720.000.
– Gastos não industriais: variáveis:480.000,0€; fixos: €540.000.
– Stock inicial: nulo.
Qual a diferença de resultados do período entre o custeio racional e o custeio variável?

RESOLUÇÃO:

1º Cálculo do CIPA unitário por Sistema:

CIPA SCVariável: Gastos Industriais Variáveis /Produção= 900.000/1.800 = 500 €

CIPA SCRacional: (Gastos Industriais Variáveis + Gastos Fixos x [Produção/Capac. Instalada]) / Produção = (900.000 + 720.000 x (1.800/3.000)) / 1.800 = 740 €

2º Cálculo do Custo Industrial Não incorporado (CINI)

CINI SCVariável: Gastos Industriais Fixos = 720.000 €

CINI SCRacional: Gastos Industriais Fixos x [(CI-Produção)/CI) = 288.000€

3º Elaboração das Demonstrações de Resultados para evidenciar as diferenças entre os Resultados dos 2 sistemas:

SCV SCR
Vendas 1.275.000 € 1.275.000 €
CIPV 750.000 € 1.110.000 €
Margem Bruta 525.000 € 165.000 €
CINI 720.000 € 288.000 €
Margem Líquida -195.000 € -123.000 €
C ñ IND 1.020.000 € 1.020.000 €
Resultado Operacional -1.215.000 € -1.143.000 €

Diferença de resultados será -1.143.000€ – (-1.215.000€) = 72.000 €

TS

Anúncios
Contabilidade

Custo unitário da hora de Conservação – Prestações Recíprocas

Uma empresa esta organizada em secções principais e auxiliares ou de apoio, para além de uma secção de Direcção Fabril, cujos gastos são repartidos pelas restantes secções em função dos gastos directos, cabendo à secção auxiliar Conservação 10%. Esta última apoia as secções da fábrica e da estrutura não fabril.
Em certo período a secção Conservação teve de gastos directos €32.460 e trabalhou 600 horas, das quais 40 foram aplicadas na secção Direcção Fabril. Esta última secção teve €72.336 de gastos directos.
No período, qual foi o custo unitário da hora de Conservação?

Ao analisar a questão apresentada verifica-se que temos 2 secções que trabalham reciprocamente uma para a outra. Logo, estamos perante uma situação de prestações recíprocas, em que teremos de resolver um sistema de equações para conhecer o custo unitário da hora da secção conservação.

1º Definir os dados necessários:

  • Custos Directos de cada secção
  • Actividade trabalhada por cada secção para a outra
  • Total da actividade desenvolvida realizada por cada secção

Assim, temos:

  • S. Conservação = 32.460 € + 10% SF = 600 H
  • S. Fabril = 72.336 € + 40H = 100% SF

Resolvendo o sistema de equações e resumindo:

  • S. Conversação = H = (32.460 + 0,1* 75000 €) / 600 = 66,60 €
  • S. Fabril = (72.336 € + 40 x (32.460 € /600)) / (1-40 x (0,1/600)) = 75.000 €

Dificuldade deste sistema: quando se trabalha com percentagens devemos considerar o total da actividade da secção como 100% e que o resultado deste sistema resulta sempre no total do custo da secção e não no valor do custo unitário, como acontece com a secção conservação, onde resolvemos em função ao custo de cada hora de trabalho

TS

 

 

 

 

Contabilidade

Produção Conjunta – Valorização Produtos, Subprodutos e Resíduos

A empresa X , SA dedica-se à produção conjunta dos produtos Alfa e Beta a partir da matéria M, sendo Beta sujeito a operações de conversão específicas antes de ser dado por concluído e dando origem ao resíduo T que a empresa manda destruir por uma empresa especializada G. Na produção conjunta obtém-se necessariamente o subproduto R, que é vendido a um cliente ao preço de €65/ton.

Relativamente ao período N a empresa produziu 2.400tons. de Alfa e vendeu 2.000 tons. a €300 cada e produziu e vendeu 1.500 tons. de Beta a €380 cada. Obteve 200 tons. de R e pagou €12.000 a G pela destruição de T. No mesmo período, comprou 5.400 tons. de M a €125, de que utilizou 5.000 ton. Os gastos de conversão da produção conjunta somaram €338.000 e os gastos de conversão específicos de Beta foram €78.000.
Sabendo que a empresa reparte os custos conjuntos em função do valor de venda relativo no ponto de separação e mensura o subproduto pelo lucro nulo, o custo unitário de produção de cada um dos produtos de N foi?

Resolução:

Em primeiro lugar deveremos ter em consideração os custos específicos associados ao produto Beta: €78.000 de gastos de conversão específicos e €12.000 pagos pela destruição do resíduo T) = €90.000

Depois não esquecer que os custos conjuntos de produção englobam custos associados ao Subproduto. Logo temos de calcular em primeiro lugar o valor do Subproduto T, assumindo o critério de Lucro Nulo (Vendas – Custos = €0): Assim: 200 tons x €65 = €13.000, valor a subtrair ao total de custos conjuntos de produção apurados.

Não esquecer a Matéria-Prima M! O consumo de M é repartido pelos 2 produtos logo deve ser somado aos custos conjuntos de produção: 5.000 x €125 = €625.000

Por fim, só falta não esquecer que na aplicação do critério Valor de Venda no Ponto de Separação a quantidade a considerar para análise deve ser sempre a produzida e não a vendida.

Resumo da resolução numa pequena tabela:

VVP
Custos Específicos VVPS % Custos Conjuntos CIPA CIPA Unit
Alfa 720.00€ 720.000 € 60% 570.000 € 570.000 € 237,50 €
Beta 570.00€ 90.000 € 480.000 € 40% 380.000 € 470.000 € 313,33 €
1200000€ 950.000 € 1040000€

TS

 

 

Contabilidade

Secções Homogéneas – Exercício Completo

A empresa Pneumania, Lda. dedica-se à recauchutagem de pneus usados e à sua posterior comercialização. O processo de fabricação resume-se no seguinte: O pneu usado passa inicialmente por uma fase de teste, onde se verificam a existência de condições mínimas para a sua recauchutagem. Seguidamente passa por uma fase de raspagem, onde é retirada a parte restante da banda de rodagem. Posteriormente é passada uma cola e é colocada uma nova banda de rodagem (previamente moldada ou não). Finalmente, o pneu passa pela fase de vulcanização onde lhe é atribuída a textura pretendida.

No processo de recauchutagem estão definidas as seguintes secções:

  • Secções Principais:
    • Raspagem:
    • Enchimento
    • Moldagem
    • Vulcanização
  • Secção Auxiliar:
    • Manutenção – sendo a sua actividade repartida às secções principais em função dos custos directos variáveis

A Moldagem e a Vulcanização ocorrem muitas vezes em simultâneo, pelo que há uma troca de prestações entre estas duas secções.

A empresa procede à recauchutagem de dois tipos de pneus: AC (pneus de autocarros e camiões) e L (pneus de automóveis ligeiros). Do mês anterior são conhecidos os seguintes elementos:

Custos gerais: Valores
Serviços administrativos 52.100 €
Serviços comerciais 26.800 €
Custos financeiros 10.280 €
Proveitos financeiros   5.360 €

Matéria-Prima: Bandas de Borracha

Quantidade Custo Unitário
Existência Inicial           –           –
Existência Final          ?          ?
Compras     45.700        2 €

Consumo unitário de matérias-primas:

Consumo Unitário
Pneus AC         5,5 kg
Pneus L         2,5 Kg

Pneus recauchutados:

                    Pneus AC                                    Pneus L
Quantidade Custo Unitário Quantidade Custo Unitário
Existência Inicial      1.200        32 €     2.100        19,50 €
Existência Final      1.500          ?         ?            ?
Produção          ?         ?     7.150            ?
Vendas      3.520      58,20 €     8.000          31 €

Não havia existência final e inicial de produtos em vias de fabrico.

Consumos das secções:

Descrição Raspagem Enchimento Moldagem Vulcanização Manutenção
Salários 10.100 € 28.600 € 8.500 € 14.500 € 7.000 €
Ordenados 4.100 € 12.400 € 3.500 € 5.000 € 2.000 €
Água 140 € 380 € 300 € 120 € 300 €
Electricidade 1.200 € 2.100 € 1.800 € 2.900 € 800 €
Matérias Subsidiárias 900 € 1.400 € 1.600 € 1.500 € 600 €
Matérias Diversas 400 € 560 € 500 € 200 € 100 €
Depreciações 4.520 € 7.872 € 6.000 € 8.176 € 3.360 €

Nota: Sobre os salários e ordenados é imputada uma taxa de 56% de encargos sociais.

Actividades das secções e reembolsos:

Descrição Raspagem Enchimento Moldagem Vulcanização
Produtos
  Pneu AC   400 Hh    2.200 Hm    800 Hm       500 Hm
  Pneu L   400 Hh    2.600 Hm    500 Hm    1.200 Hm
Reembolsos
  Moldagem       300 Hm
  Vulcanização    200 Hm
Total Secção  800 Hh   4.800 Hm 1.500 Hm    2.000 Hm

Outra informação relevante:

  • A empresa utiliza o FIFO na valorização das matérias-primas e dos pneus AC e o LIFO na valorização dos pneus L;
  • Considere-se custos directos variáveis: água, electricidade, matérias subsidiárias e diversas;
  • A empresa utiliza o sistema de custeio total.

RESOLUÇÃO:

Nota: vou seguir o enunciado na integra, dado ter sido um pedido especial, mas alertar que em Portugal já não se utiliza o critério de valorização LIFO.

MAPA DOS CUSTOS DE TRANSFORMAÇÃO:

C.Unit. Raspagem Enchimento Moldagem Vulcanização Manutenção
Quant. Valor Quant. Valor Quant. Valor Quant. Valor Quant. Valor
Custos Directos     29.312,00€   76.272,00€   28.920,00€   43.316,00€   19.200,00€
 Salários 10.100,00€ 28.600,00€ 8.500,00€ 14.500,00€ 7.000,00€
 Ordenados 4.100,00€ 12.400,00€ 3.500,00€ 5.000,00€ 2.000,00€
 Encargos      Sociais 7.952,00€ 22.960,00€ 6.720,00€ 10.920,00€ 5.040,00€
 Água 140,00€ 380,00€ 300,00€ 120,00€ 300,00€
 Electricidade 1.200,00€ 2.100,00€ 1.800,00€ 2.900,00€ 800,00€
 Matérias  Subsidiárias 900,00€ 1.400,00€ 1.600,00€ 1.500,00€ 600,00€
 Matérias  Diversas 400,00€ 560,00€ 500,00€ 200,00€ 100,00€
 Depreciações 4.520,00€ 7.872,00€ 6.000,00€ 8.176,00€ 3.360,00€
Reembolsos
 Manutenção  16,50% 3.168,00€  27,75% 5.328,00€  26,25% 5.040,00€  29,50% 5.664,00€ -19.200,00€
 Moldagem 26,43€ -7.929€ 300  7.929€
 Vulcanização 28,46€  200  5.692€ -5.692€
Custo Total   800 32.480,00€ 4.800 81.600,00€ 1.500 31.720,00€ 2.000 51.217,00€   0,00
Custo Unit. 40,60 €   17,00 €   21,15 €   25,61 €

Cálculos Auxiliares:

  1. Os Custos Directos: resultam da informação disponibilizada no enunciado que apresenta para cada secção a distribuição dos diferentes custos. Não esquecer de acrescentar os Encargos Sociais, que representam 56% sobre os ordenados e salários. Exemplo para a secção Raspagem: (10.100€ + 4.100€) x 56% = 7.952€
  2. Reembolsos: temos de dividir os reembolsos em 2 partes.

Secção Manutenção: o seu custo tem de ser distribuído na totalidade pelas diferentes secções principais de acordo com a informação disponibilizada, que indica que o custo desta secção é repartido em função dos custos directos variáveis das secções principais. Assim temos:

Custos Directos Variaveis Raspagem Enchimento Moldagem Vulcanização
  Água 140,00€ 380,00€ 300,00€ 120,00€
  Electricidade 1.200,00€ 2.100,00€ 1.800,00€ 2.900,00€
  Matérias Subsidiárias 900,00€ 1.400,00€ 1.600,00€ 1.500,00€
  Matérias Diversas 400,00€ 560,00€ 500,00€ 200,00€
Total 2.640,00€ 4.440,00€ 4.200,00€ 4.720,00€ 16.000,00€
Repartição Custos Manutenção 16,50% 27,75% 26,25% 29,50%

Exemplo Secção Raspagem: 16,50% dos custos totais da Manutenção serão atribuídos a esta secção: 16,5% x  19.200€ = 3.168€

Secções Moldagem e Vulcanização: trabalharam uma para a outra, logo à lugar a prestações recíprocas, o que nos obriga a resolver um sistema de equações para conhecer o custo unitário de cada uma das secções:

Moldagem = 33.960€ + 200 Hm = 1.500 Hm

Vulcanização = 48.980€ + 300 Hm = 2.000 Hm

Resolvendo o sistema concluímos que:

Moldagem = 26,43€

Vulcanização = 28,46€

Assim, temos que atribuir 200 Hm x 28,46€ à secção Moldagem e 300 Hm x 26,43€ à secção Vulcanização. Sendo que não nos podemos esquecer de retirar o valor que vamos atribuir à outra secção do Custo Total da secção em análise. Isto é, exemplo Moldagem: Custos Directos + Custo Manutenção + Custo Vulcanização – Custo atribuído à Vulcanização = C. Total = 28.920€ + 5.040€ + 200 x 28,46€ – 300 x 26,43€ = 41.889€

MAPA DO CUSTO DE PRODUÇÃO:

Pneu AC Pneu L Total
C.unit. Quant. Valor Quant. Valor Quant. Valor
Matéria-Prima
  Bandas de borracha 2€ 21.010 42.020,00€ 17.875 35.750,00€ 38.885 77.770,00€
Custos Transformação
  Raspagem 40,60€ 400 16.240,00€ 400 16.240,00€ 800 32.480,00€
  Enchimento 17,00€ 2.200 37.400,00€ 2.600 44.200,00€ 4.800 81.600,00€
  Moldagem 21,15€ 800 16.918,93€ 500 10.574,33€ 1.300 27.493,27€
  Vulcanização 25,61€ 500 12.804,25€ 1.200 30.730,20€ 1.700 43.534,45€
CIPA 3.820 125.383,18€ 7.150 137.494,53€   262.877,72€
CIPA unitário     32,82€   19,23€    

Cálculos Auxiliares:

Matéria-Prima Consumida: resultada do consumo unitário por produto x quantidade produzida por pneu

  • Pneu AC = 5,5 Kg x 3.820 = 21.010 Kg de MP consumida
  • Pneu L = 2,5 Kg x 7.150 = 17.875 Kg de MP consumida

Quantidade Produzida:

  • Pneu AC = Vendas + Ef – Ei = 3.520 + 1.500 -1.200 = 3.820
  • Pneu L = 7.150 (indicado no enunciado)

Custos de Transformação: No enunciado é indicado a actividade das secções principais pelos produtos, logo a quantidade do mapa será preenchido com as horas de actividade distribuídas pelos produtos de cada secção. Para encontrar o valor, basta multiplicar pelo custo unitário de cada secção encontrado no mapa dos custos de transformação. Exemplo seção Raspagem: Actividade total= 800 Hh, repartidas ao meio para cada tipo de pneu. Custo unitário apurado 40,60€

  • Pneu AC = 400Hh x 40,60€ = 16.240€
  • Pneu L = 400Hh x 40,60€ = 16.240€

CIPA (Custo Industrial do Produto Acabado) = Soma dos custos da MP + CT

CIPA unitário = CIPA / Quantidade produzida

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS POR FUNÇÕES E PRODUTO

FIFO LIFO
Pneu AC Pneu L Total
Vendas 204.864,00 € 248.000,00 € 452.864,00 €
CIPV 114.548,95 € 154.069,53 € 268.125,95 €
Margem Bruta 90.315,05 € 93.930,47 € 184.245,52 €
Custos Comerciais 26.800,00 €
Custos Administrativos 52.100,00 €
Resultado Operacional     105.345,52 €
Custos Financeiros 10.280,00 €
Proveitos Financeiros 5.360,00 €
Resultado Antes de Imposto     100.425,52 €

Cálculos Auxiliares:

CIPV:

  • Pneu AC (FIFO) = Ei + (Vendas – Ei) x CIPA Unitário = 1.200 x 32€ + (3.520 – 1.200) x 32,82€ = 114.548,95€
  • Pneu L (LIFO) = CIPA + (Vendas – QPA) x Custo das Ei = 137.494,53€ + (8.000 – 7.150) x 19,50€ = 154.069,53€

Nota: Não há informação como distribuir os custos não industriais pelos produtos, logo só há maneira de os apresentar pelo total de custos.

Este é um excelente exercício de Secções Homogéneas, dado que apresenta todas as vertentes deste método!

TS

Contabilidade

Exercício cálculo Custo Industrial de Produção com quotas teóricas

A empresa MATRIX executa encomendas de clientes mediante orçamento previamente aprovado. No calculo de produção de cada encomenda a empresa imputa os gastos gerais de fabricação com base no custo directo ou primo mediante uma quota teórica de 0.75€ por cada 1€ de custo primo.
No caso da encomenda 2014/01 foram requisitados ao armazém para a mencionada encomenda 665 metros de perfil cujo custo unitário foi de 16€/metro e foram utilizadas 220 horas de operários cujo custo médio unitário foi de 22€. Sabendo que foram devolvidos ao armazém 15 metros de perfil daquela encomenda e que gastos gerais de fabrico do mês somaram 12.430€, o custo de produção foi?

RESOLUÇÃO:

Quando estamos a calcular o custo de produção com base em quotas teóricas, temos de ajustar os custos reais às quotas apresentadas. Assim temos:

CIP = MP consumida + MOD + GGF teóricos

Valores Fórmulas
  MP 10.400 € (Quantidade requisitada – Quantidade devolvida) x Cunit.
  MOD 4.840 € Horas de operários x custo médio unitário
Custo Primo 15.240 € MP + MOD
  GGF 11.430,00 € 15.240€ x 0,75€ / 1€ (por cada € de C. Primo atribuo 0,75€ aos GGF)
Custo Industrial Produção 26.670 €  Custo Primo + GGF

TS

Contabilidade

Exercício cálculo Custo Industrial do Produto Vendido

A empresa “Chás do Oriente, Lda.” produz dois tipos de chá: o “Sabor do Paraíso” e o ”Inside”. No presente mês a empresa vendeu dos dois tipos de chá, as quantidades descritas na tabela abaixo:

 

Sabor do Paraíso Inside
Quantidade (Kg) 11.200 9.500
Preço de venda unitário (€/Kg) 4,50€ 6,50€

 

Utilizando como fórmula de custeio o FIFO, o registo das matérias primas apresentava os seguintes dados:

Sabor do Paraíso Inside
Existências Inicias Kg 3.500 6.500
Preço unitário (€/Kg) 3,00 € 4,00 €
Compras Kg 12.000 5.500
Preço unitário (€/Kg) 2,80 € 4,50 €
Existências Finais Kg 2.500 500

As máquinas de produção registaram 1.600 horas de laboração e o número de  horas de MOD foi de 850 assumindo um valor de 16.100 €, distribuídos como se demonstra:

 

Horas Maq. Horas MOD Valor MOD
Sabor do Paraíso 750 400 7.500 €
Inside 850 450 8.600 €

 

A repartição do GGF Indirectos é realizada em função de:

 

  • Electricidade  – nº de horas de laboração das máquinas
  • MOI – nº de horas da MOD
  • Depreciações – nº de horas das máquinas
  • Outros GGF – consumo de matérias-primas em quantidade

 

Sabe-se ainda que:

 

Eletricidade

MOI Depreciações

Outros GGF

1.100 €

2.450 € 2.000 €

2.200 €

 

Considerando que não existe stock e PVF e Produção Acabada determine o Custo Industrial do Produto Vendido (CIPV).

RESOLUÇÃO:

Para apurarmos o Custo Industrial do Produto Vendido (CIPV) temos de apurar o Custo Industrial do Produto = MP Consumida + MOD + GGF:

CUSTOS Sabor Paraíso Inside FÓRMULA
Quant. MP Consumida 13.000 11.500 Ei MP + Compras – Ef MP
Valorização MP Consumida 37.100,00 € 48.500,00 € QEi x Preço Ei+ (Qconsumida – QEi) x preço compra
MOD 7.500 € 8.600 € Valores identificados no enunciado
GGF
   Electricidade 515,625 € 584,375 € Custo Electricidade / Total Horas máquina x Horas do Produto
   MOI 1.152,941 € 1.297,059 € Custo MOI/ Total Horas MOD x Horas do Produto
   Depreciações 937,500 € 1.062,500 € Custo Depreciações/ Total Horas máquina x Horas do Produto
   Outros 1.167,347 € 1.032,653 € Custo Outros/ Total Quant. MP x Quant. MP consumida por Produto
CIP 48.373,41 € 61.076,59 € CIP = MP + MOD + GGF
  EiPVF não existe PVF
  EfPVF não existe PVF
CIPA 48.373,41 € 61.076,59 € CIPA = Ei PVF + CIP – Ef PVF
  EiPA não existe PVF
  EfPA não existe PVF
CIPV 48.373,41 € 61.076,59 € CIPV = Ei PA + CIPA – Ef PA
CIPV Unitário 4,319 € 6,429 € CIPV UNIT. = CIPA / Quant. Produto

TS

 

Contabilidade

Exercício Produção Conjunta

A Empresa Industrial de Rações, SA produz, em regime de produção conjunta, as rações tipo A e tipo B que comercializa no mercado, após operações de embalagem, ao preço de venda unitário de 3,75€/kg e 4,80€/kg, respectivamente. No ponto de separação obtém, para além dos produtos A e B, o subproduto S que vende a um cliente ao preço de 1.250€/tonelada e o resíduo R que manda destruir pagando 1.500€/tonelada.
Em certo período N venderam-se 80 toneladas de A e 96 toneladas de B e 12 toneladas de S. Os stocks iniciais eram nulos e no final do período havia 4 toneladas de B. Obtiveram-se 20 toneladas de R. A contabilidade apurou €495.000 de custos de matérias e materiais directos e gastos de conversão acumulados no ponto de separação e operações específicas de embalagem na fábrica de A e B no montante de €60.000 e de €80.000, respectivamente.
A empresa reparte os custos conjuntos em função do valor de venda relativo no ponto de separação e mensura o subproduto pelo critério do lucro nulo. O custo das vendas da demonstração de resultados por funções do período N foi de?

Resolução:

Em primeiro lugar temos de identificar todos os valores essenciais para a resolução deste exercício e listá-los:

Qv Ef PA Pv Unid
A 80 0 3.750 € TON
B 96 4 4.800 € TON
S 12 0 1.250 € TON
R 20 Custo: 1.500 €/TON
Custos
Conjuntos 495.000 €
Subproduto Lucro Nulo

O segundo passo será apurar o custo a atribuir ao Subproduto tendo em conta o critério valorimétrico utilizado pela empresa: Lucro Nulo:

  • Vendas: 12 Ton x 1.250€ = 15.000€
  • CIPV: 15.000€ (atribuímos o valor exato das vendas para que a MC seja nula)
  • Margem Contribuição: 0€

Agora estamos em condições de apurar os Custos Industriais de Produção Acabada:

Ração Valor Venda  C. Específicos VVPS % C. Conjuntos CIPA CIPA Unit.
A 300.000 € 60.000 € 240.000 € 37,50% 191.250 € 251.250 € 3.140,625 €
B 480.000 € 80.000 € 400.000 € 62,50% 318.750 € 398.750 € 3.987,500 €

Notas:

No Valor de Venda temos de considerar a produção do período em análise e não a quantidade vendida. No caso da Ração A não há diferenças porque a quantidade vendida é igual à produzida. Para a ração B há stock final em armazém de 4 TON, logo a quantidade a considerar é 96 + 4 = 100 TON.

Nos Custos Conjuntos a repartir temos de ter em conta os vários custos resultantes da produção da ração:

  • Custos de matérias e materiais directos e gastos de conversão
  • Custos de destruição de Resíduos
  • Retirar o custo que atribuímos ao Subproduto

Custos Conjuntos a repartir: 495.000€ + 20 TON x 1.500€ – 15.000€ = 510.000€

NO CIPA devemos incluir os valores dos custos conjuntos mais os custos específicos industriais.

Para terminar e respondermos à questão, construímos a Demonstração de Resultados por Funções até à Margem de Contribuição:

A B S Total
Vendas 300.000,00 € 460.800,00 € 15.000,00 € 775.800,00 €
CIPV 251.250,00 € 382.800,00 € 15.000,00 € 649.050,00 €
MC 48.750,00 € 78.000,00 € 0,00 € 126.750,00 €

 

TS