Baralho de Ideias

Quem ganhar uma vaza dará início à seguinte.

PERFIL DE RISCO DO INVESTIDOR: DIFERENÇAS ENTRE HOMENS E MULHERES

Artigo Original no site da CMVM: Caderno nº 40

Artigo Jornal de Negócios: Elas preferem depósitos, eles apostam nas ações

I – Introdução

Questões sobre investimento e risco financeiro têm emergido nos últimos anos, tendo em conta os recentes acontecimentos a nível mundial e nacional, que afetam a economia portuguesa e as decisões dos portugueses na gestão do seu rendimento.

O aumento da incerteza e aversão ao risco quanto aos níveis de rendimento e de riqueza das famílias, associado ao agravamento da crise económica e financeira e à deterioração das condições no mercado de trabalho, terá obrigado os portugueses a aumentarem os seus níveis de poupança e investimento. Através dos dados do Banco de Portugal verificou-se que os níveis de poupança aumentaram significativamente, a partir de finais de 2008[1].

Quanto à importância do estudo das decisões de investimento dos portugueses é indispensável analisar os fatores que as influenciam. Esta questão é ainda mais relevante quando se pretende avaliar as diferenças entre homens e mulheres na forma de investir e na tolerância ao risco.

É possível afirmar que, o processo de tomada de decisão dos investimentos individuais, por ser um processo complexo, é influenciado por inúmeros fatores, entre os quais o género. Este facto significa que, na identificação desses diversos fatores existe sempre uma forte correlação entre o nível de risco e o perfil de investimento de cada investidor. Muitos investigadores têm demonstrado que a propensão ao risco por parte dos investidores poderá ser analisada na ótica das diferenças entre os géneros, incluindo variáveis como o rendimento, a poupança, a educação, o emprego, entre outras. [Harrtell (2007) citando Engstrom & Westerberg[2] (2003)].

Analisando alguns estudos internacionais, verifica-se que a maioria é consensual em relação ao facto de que as mulheres apresentam um perfil de investimento mais conservador e que são mais pessimistas do que os homens. Contudo, os homens por oposição parecem sofrer por vezes de “excesso de confiança”. Segundo o estudo da Merrill Lynch Investment Managers (MLIM) – “When It Comes to Investing, Gender a Strong Influence on Behavior” divulgado em 2005, as mulheres cometem menos erros enquanto, os homens mais facilmente investem “a quente” sem fazerem uma pesquisa prévia e estão dispostos a manter durante mais tempo ativos com perdas elevadas.

Estas conclusões são também, corroboradas pelo estudo desenvolvido por Barber & Odean (2001) que conclui, que os homens apresentam maiores níveis de confiança do que as mulheres e, nesse sentido, estão dispostos a assumir um maior risco nos seus investimentos do que estas. Alegam ainda que, os homens são mais propensos à negociação do que as mulheres, porque possuem um maior grau de informação sobre os investimentos e, por consequência, estão dispostos a assumir um risco mais elevado. Este estudo demonstra desta forma, que os homens são mais confiantes no que respeita aos investimentos. Esse facto, faz com que assumam um perfil mais arriscado, bem como, invistam num maior número de ativos e, nesse sentido, apresentem carteiras de ativos bastante mais diversificadas.

No entanto, pelas suas atitudes mais confiantes, os homens são mais vezes vítimas de esquemas de investimentos fraudulentos do que as mulheres. Esta é a conclusão de um estudo recente desenvolvido pela British Columbia Securities Commission onde descobriu que, no que respeita a fraudes, certas atitudes de investimento colocam as mulheres menos expostas a esse risco do que os homens. “Em geral, as mulheres são investidores mais avessos ao risco e acreditam menos que investir é um jogo e, por isso, tendem a colocar o seu dinheiro na mão de profissionais”, (Leitão (2010) citando Patrícia Bowles, diretora do BCSC). No entanto, o estudo revela ainda que as mulheres são menos confiantes do que os homens na hora de procurar informação acerca de investimentos e, na maioria dos casos, replicam as recomendações dos gestores financeiros.

Por outro lado, outros estudos mostram que as mulheres investem os seus rendimentos de forma mais conservadora do que os homens [Bajtelsmit & Bernasek (1996) citando Bajtelsmit & VanDerhei[3] (1996) e Hinz, McCarthy & Turner[4] (1996)] e, de igual modo, são mais avessas ao risco (Bajtelsmit & Bernasek (1996) citando Jianakoplos & Bernasek[5] (1996). Estes últimos argumentam que, quando as mulheres são confrontadas com questões relacionadas com a aplicação das suas poupanças ou sobre efetuar investimentos, de uma forma geral, os resultados indicam uma maior aversão ao risco do que os homens. Neste sentido, o perfil de investimento que as mulheres estão dispostas a assumir apresenta-se mais conservador. No estudo “Are Women More Risk Averse”, de Jianakoplos & Bernasek (1998), os autores procuraram concluir se uma maior aversão ao risco por parte das mulheres está em consonância com as suas decisões financeiras, tendo confirmado que as mulheres e os homens solteiros evidenciam uma aversão ao risco relativa e, acrescentam ainda que, esta aversão ao risco diminui à medida que se verifica um aumento dos rendimentos disponíveis.

De facto, a riqueza é apontada como um dos fatores explicativos das diferenças entre géneros na investigação “Why Do Women Invest Differently Than Men?”, de Bajtelsmit & Bernasek (1996). Os autores procuraram encontrar as explicações para as diferenças entre os géneros, tendo concluído que “… as diferenças entre os géneros nos investimentos e a propensão ao risco podem ser atribuídas a várias causas possíveis, mas, em última instância, pode ser demonstrado que todas as explicações têm por base a discriminação e/ou diferenças nas preferências individuais”. Esses fatores, segundo os autores, “… podem influenciar a aversão ao risco diretamente ou, através de resultados, tais como as diferenças de género na riqueza, nos rendimentos e no emprego”.

Parece que os estudos anteriores evidenciam que a maioria das mulheres é mais conservadora do que os homens, que por serem menos confiantes arriscam menos nos seus investimentos. No entanto,  os resultados obtidos por estes estudos internacionais revelam-se insuficientes para se assumir que as decisões de investimento dos portugueses variam segundo o género. Assim é, pois a abrangência destes estudos tem por base os comportamentos financeiros de investidores de outros países estando, dessa forma, pouco focados nas especificidades da realidade portuguesa. Em Portugal, verifica-se uma quase inexistência de estudos sobre estas temáticas, destacando-se apenas os estudos da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) que procuram analisar o perfil de risco do investidor.

Nestes termos, espera-se que este trabalho possa contribuir para o desenvolvimento desta temática e revelar as principais diferenças entre homens e mulheres portugueses na escolha das suas carteiras de investimento e na forma como encaram o risco. Procurou-se analisar, até que ponto, a tolerância ao risco e a forma de investir estão relacionadas com o género. Cumpriu-se este propósito realizando uma investigação junto da sociedade portuguesa no geral.

II – Metodologia

 

O presente estudo pretende não só caracterizar o perfil de risco do investidor, como também, compreender quais as causas das diferenças entre géneros na escolha das suas carteiras de investimento e como essa escolha é afetada pela tolerância ao risco.

Assim, o objetivo principal deste estudo é medir o impacto das características socioeconómicas, nomeadamente, o género, bem como, o grau de tolerância ao risco sobre a composição da carteira de ativos dos investidores portugueses.

Neste contexto, para fazer face a este objetivo, foram definidas as seguintes hipóteses:

H1: As mulheres e os homens investem parte do seu rendimento líquido mensal.

H1.1. – As mulheres têm um nível de poupança do rendimento líquido mensal inferior aos homens.

H1.2. – Os ativos financeiros escolhidos pelas mulheres são diferentes dos escolhidos pelos homens.

H1.3. – Os homens tomam as suas decisões de investimento ao contrário das mulheres.

H1.4. – As mulheres pensam menos no longo prazo do que os homens em relação aos seus investimentos.

H1.5. – As despesas mensais são o principal motivo para os indivíduos que não poupam parte do seu rendimento líquido mensal.

 

H2: O grau de conhecimento do mercado e dos ativos financeiros afeta as decisões de investimento dos homens e mulheres.

H2.1. – Os critérios de seleção estão positivamente relacionados com a carteira de ativos.

H2.2. – A frequência dos investimentos está positivamente relacionada com a carteira de ativos.

H2.3. – O nível de conhecimento está positivamente relacionado com a posse de ativos de médio e elevado risco.

H3: As mulheres dão maior preferência a ativos menos sensíveis a flutuações de mercado do que os homens.

H4: As mulheres são mais avessas ao risco do que os homens.

A fim de verificar as hipóteses anteriormente delineadas é importante definir qual a metodologia seguida. Para tal, descreve-se as estratégias utilizadas na realização do estudo empírico sobre o Perfil de Risco do Investidor.

Para o estudo empírico recorreu-se a um questionário estruturado – Perfil de Risco do Investidor: Diferenças entre Homens e Mulheres – que foi efetuado entre 28 de Fevereiro e 9 de Julho de 2010 através de uma página de internet[6] criada para o efeito.

Este estudo incidiu na análise dos diferentes fatores que afetam as decisões de investimento das mulheres e dos homens e, numa outra perspetiva, sobre qual o perfil de risco dos investidores na escolha das suas carteiras de investimento, relacionando-o com o género do investidor.

O questionário foi direcionado a toda a população portuguesa ativa, residente em Portugal Continental e nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, com idade superior a 18 anos e que detenha, pelo menos, um produto financeiro.

A elaboração deste questionário foi baseada em questões colocadas pelos bancos para avaliar o perfil de risco dos investidores, nomeadamente Banco BIG e CGD, bem como, pelo inquérito realizado pela CMVM (2009).

O questionário elaborado engloba perguntas predominantemente fechadas que apresentam ao inquirido um conjunto de alternativas de resposta para que fosse escolhida a que melhor representasse a sua situação.

Este inquérito é composto por cinco partes. A primeira contém informação de natureza socioeconómica: género, idade, estado civil, escolaridade, profissão, área geográfica e rendimento líquido mensal. A segunda parte inclui uma pergunta de despiste para selecionar os inquiridos que cumpram os requisitos para a análise. Na terceira parte, encontra-se informação relativa à natureza, tipo e percentagens dos ativos financeiros detidos, tipo de investidor (ativo ou passivo) e quais os seus objetivos (de curto, médio ou longo prazo). Na quarta parte reúne-se informação relativa ao conhecimento do mercado e dos seus ativos financeiros, fontes de informação a que o investidor recorre e ao comportamento do investidor: frequência das transações, recolha de informação financeira, análise do mercado e critérios de seleção dos ativos financeiros. Finalmente, na última parte obtém-se informação sobre a propensão ao risco dos investidores portugueses, através de algumas questões que medem uma ou várias dimensões da tolerância ao risco.

Tendo a noção da inexistência de quaisquer métodos de amostragem e o facto de o questionário não estar fechado a qualquer indivíduo que se manifestasse disponível para participar, diminuem significativamente a sua validação científica. Nestes termos, é necessário interpretar com cuidado os resultados obtidos e as possíveis extrapolações desta amostra para todo o universo.

III – caraterização Socioeconómica

Obteve-se um total de 1.554 respostas que foram repartidas em duas subamostras. Partindo da amostra inicial (1.554 inquiridos), a primeira subamostra é onde se identifica todos os inquiridos que poupam e investem parte do rendimento líquido mensal e, como tal, detêm pelo menos um ativo financeiro (1.283 inquiridos). A segunda subamostra onde se inclui os inquiridos que não poupam e nem investem parte do seu rendimento líquido mensal (271 inquiridos). Ressalta a elevada percentagem de inquiridos que poupam e investem parte do seu rendimento mensal (82,6% da amostra).

Neste ponto é fundamental identificar alguns dos fatores que podem influenciar a probabilidade de poupar e investir parte do rendimento líquido mensal. Os resultados obtidos encontram-se apresentados na Figura 1 e dizem respeito à caraterização dos indivíduos que auferem um rendimento líquido mensal e que, poupam e investem parte desse rendimento em ativos financeiros (subamostra 1) ou não poupam parte desse rendimento (subamostra 2).

Em termos de género obteve-se uma amostra bastante homogénea, cerca de 40,41% de mulheres e 59,59% de homens. No gráfico da idade é no escalão “entre 25 e 34 anos” que se encontra a maior percentagem de respostas, 44,98%. No que diz respeito ao estado civil dos inquiridos são os solteiros e os casados/união de facto que responderam em maior número, 43,95% e 49,36%, respetivamente. Em relação ao nível de escolaridade dos inquiridos, a percentagem de respostas obtidas é maior nos inquiridos com um nível de escolaridade mais elevado (48,39% com Licenciatura/Bacharelato, 26,51% com Doutoramento/Mestrado/Pós-graduação). Também a profissão tem influência na detenção de ativos financeiros. A percentagem de respostas obtidas de indivíduos que são Empresários/Quadros Superiores/Profissionais Liberais ou Profissionais Técnicos Intermédios é de 46,07% e 23,29% respetivamente, contra os Trabalhadores não Qualificados e Reformados em que, apenas se obteve respostas de 1,74% e 1,99% respetivamente. No que diz respeito à área geográfica, a maioria dos inquiridos é da Grande Lisboa (29,92%) e da Região de Lisboa e Vale do Tejo, exceto Lisboa (19,76%). As áreas com menor participação no inquérito foram as Região Autónoma dos Açores e a Região do Algarve, com 3,93% e 3,54%, respetivamente. Em relação à variável nível de rendimento, ao contrário do que seria expectável, verifica-se que, em todos os escalões definidos, a maioria dos indivíduos poupa e investe parte do seu rendimento líquido mensal (entre 73% no escalão [até 1.000€] e 100% no escalão [superior a 4.000€]). Este facto pode ser parcialmente explicado pela conjuntura atual, que obriga os indivíduos e famílias a terem elevados níveis de poupança e investimento face a um futuro incerto. No entanto, a maior percentagem de respostas obtidas encontra-se no escalão entre 1.000€ e 2.000€, com 42,73%.

FIGURA 1: Caraterização Socioeconómica da Amostra

fig.1

IV – Modelo

As técnicas estatísticas utilizadas incluíram além da estatística descritiva, tabelas de contingência[7], o teste do Qui-quadrado para analisar a associação entre o género e os diversos fatores que determinam a poupança e investimento e o teste de Mann-Whitney para comparar dois grupos independentes. A análise de regressão ordinal (função link Log-log Negativo) foi também utilizada, para medir a influência de algumas caraterísticas socioeconómicas e pessoais na escolha dos ativos que compõe a carteira de investimento e, para avaliar o grau de tolerância ao risco dos investidores utilizou-se a análise da Variância (ANOVA em ordens de Kruskal-Wallis). Todas as análises foram efetuadas no programa SPSS (Statistical Package for the Social Sciences – versão 16.0 para ambiente Microsoft Windows).

Após a leitura dos dados foram selecionados os aspetos mais relevantes para testar as hipóteses formuladas. Como tal, foi necessário criar algumas variáveis que agrupam algumas das questões apresentadas. Uma dessas variáveis é a composição da carteira de ativos dos investidores (CARTEIRA). Esta variável foi construída a partir de perguntas diretamente orientadas para conhecer os ativos financeiros em que os investidores aplicam as suas poupanças mensais.

A variável CARTEIRA foi desenvolvida considerando simultaneamente a diversidade de tipos diferentes de ativos presentes na carteira dos investidores (depósitos a prazo, certificados de aforro, obrigações, PPR, fundos de investimento, títulos de participação, produtos estruturados, ações, obrigações ou derivados) e o peso de cada um desses ativos na carteira.

As questões 12 e 13 do inquérito foram úteis para esta finalidade. Na questão 12 pediu-se aos investidores para identificarem os ativos financeiros que possuem. Na questão 13 pediu-se aos investidores que indicassem em que percentagens detêm cada um dos produtos selecionados na questão anterior. Assim, para cada investidor, a CARTEIRA é igual ao peso do número de ativos que o investidor tem na sua carteira e varia entre 1 e 3, em que 1 significa que o investidor detém maioritariamente ativos sem risco (depósitos a prazo, certificados de aforro, obrigações e PPR), o 2 que o investidor detém maioritariamente ativos de médio risco (fundos de investimento, títulos de participação, produtos estruturados e ações) e o 3 que o investidor detém maioritariamente ativos de risco elevado (derivados).

Foi necessário identificar um conjunto de fatores socioeconómicos e analisou-se quais deles estão relacionados com a carteira de ativos dos investidores. Considerou-se, para além do género (principal variável do estudo), a idade, o estado civil, a escolaridade, a profissão, a área geográfica e o nível de rendimento.

Mas, para além dos fatores socioeconómicos, a escolha dos ativos da carteira dos investidores pode ser igualmente influenciada por outros fatores, por exemplo, pelos objetivos traçados, pela responsabilidade dos investimentos e pelo tempo dedicado ao investimento. Assim, para além das variáveis socioeconómicas já apresentadas, introduziu-se também, como variáveis explicativas, o decisor dos investimentos (QUEM DECIDE), os objetivos definidos para os investimentos (OBJETIVO) e o grau do conhecimento do mercado e dos ativos financeiros (TEMPO, CRITÉRIOS SELEÇÃO e FREQUÊNCIA).

Para tentar medir o grau de conhecimento do mercado e dos seus ativos financeiros na decisão dos ativos que os investidores incluem nas suas carteiras considerou-se três dimensões da informação: a primeira dimensão agrupou três variáveis que medem o tempo dedicado aos investimentos (TEMPO): a recolha de informação financeira (RECOLHER INFO FINANC.), o grau de acompanhamento do mercado (ACOMPANHAR MERCADO) e o número de ordens de compra e venda efetuadas (EFETUAR ORDENS), a segunda dimensão apresenta as fontes de informação a que os investidores habitualmente recorrem e nas quais baseiam as suas decisões financeiras (CRITÉRIOS SELEÇÃO) e a última dimensão analisa a frequência dos investimentos (FREQUÊNCIA INVEST.).

Tendo em vista este propósito, definiu-se um modelo de regressão em que a variável dependente é a CARTEIRA e as variáveis explicativas são as variáveis de natureza socioeconómicas e pessoais que apresentaram maior relação com a variável dependente.

O objetivo desta regressão é, recorrendo a técnicas estatísticas multivariadas explicativas, identificar as caraterísticas socioeconómicas e pessoais que justificam os diferentes ativos detidos pelos investidores homens e mulheres.

O Modelo Ordinal com a função link Log-Log Negativo utilizado para esta análise multivariada combina as diferentes caraterísticas socioeconómicas e pessoais dos inquiridos para avaliar até que ponto essas caraterísticas determinam o tipo de ativos financeiros selecionados pelos inquiridos para aplicarem parte do seu rendimento líquido mensal. Este modelo foi selecionado mediante os pressupostos[8] mencionados por Maroco (2007) citando Agresti, 2002; Norusis, 2006; Lory & Freese, 2006. As caraterísticas socioeconómicas e pessoais utilizadas como variáveis explicativas são as seguintes:

Caraterísticas Socioeconómicas:

a. Género – variável binária igual a 0 se o inquirido é do sexo feminino e igual a 1 se é do sexo masculino. É a partir desta variável que se vai poder responder às hipóteses levantadas no início do estudo, como tal, espera-se que os homens apresentem uma maior propensão para ser investidores e que invistam em produtos mais arriscados do que as mulheres.

b. Idade – conjunto de variáveis binárias para os diferentes escalões de idade. Os escalões etários estão definidos da seguinte forma: dos 18 aos 24 anos, dos 25 aos 34 anos, dos 35 aos 44 anos, dos 45 aos 54 anos, dos 55 aos 64 anos e mais de 64 anos. Os escalões etários onde se espera um maior nível de investimento são aqueles em que o inquirido tem uma atividade mais intensa, ou seja, entre os 24 e os 64 anos.

c. Estado Civil – apresenta 4 alternativas: solteiro, casado/união de facto, divorciado ou viúvo.

d. Escolaridade – definiu-se 9 níveis de escolaridade: 1º ciclo, 2º ciclo, 3º ciclo, médio, secundário, Bacharelato, Licenciatura, Mestrado/Pós-Graduação e Doutoramento. Níveis de escolaridade mais elevados dos inquiridos deverão aumentar a probabilidade de o inquirido se tornar investidor devido, por um lado, a maiores conhecimentos sobre o funcionamento dos mercados financeiros e, por outro, a uma melhor compreensão da informação disponibilizada.

e. Profissão – dividida em 11 grupos: Empresários, Quadros Superiores, Profissionais Técnicos Intermédios, Empregados Administrativos, Operários Especializados, Profissionais Liberais, Trabalhadores não Qualificados, Reformados, Estudantes, Domésticas e Desempregados. Espera-se que os indivíduos com uma profissão mal qualificada e com menores rendimentos associados não poupem mais de 25% do seu rendimento.

f. Área Geográfica – os inquiridos foram distribuídos por 9 regiões, segundo as sub-regiões estatísticas de Portugal ao nível II (NUTS II). As regiões são: Região do Norte, Região do Centro, Região de Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo, Algarve e as Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, as quais se acrescentou os grandes centros urbanos: Grande Lisboa e Grande Porto. Espera-se que os habitantes dos grandes centros e cidades participem mais ativamente nos mercados financeiros pois, em geral, o nível educacional, o rendimento líquido mensal e a proximidade da informação financeira destes habitantes são superiores.

g. Rendimento – conjunto de variáveis binárias para os diferentes escalões de rendimento mensal líquido. Os escalões são os seguintes: até 1.000€, de 1.001€ até 2.000€, de 2.001€ até 3.000€, de 3.001€ até 4.000€, superior a 4.000€ e NS/NR. Espera-se que os indivíduos com um rendimento mensal médio a elevado invistam mais do que os escalões mais pobres.

Caraterísticas Pessoais:

a. Percentagem Poupança – conjunto de variáveis binárias para os diferentes escalões de poupança do rendimento mensal líquido. Os escalões são os seguintes: entre 0%-25%, entre 25%-50%, entre 50%-75% e entre 75%-100%. Espera-se que os indivíduos com uma poupança mensal superior invistam em ativos mais arriscados.

b. Quem Decide – conjunto de variáveis que definem quem é que toma as decisões de investimento: 1) o próprio; 2) decisão conjunta; 3) outro familiar; 4) cônjuge; 5) amigo ou colega.

c. Objetivos – conjunto de variáveis que definem qual o objetivo do investimento: 1) curto prazo; 2) médio prazo; 3) longo prazo.

d. Critérios de Seleção – conjunto de variáveis binárias para avaliar quais são as fontes de informação a que os investidores habitualmente recorrem quando pretendem obter informações sobre o mercado foram definidas as seguintes: 1) gestor de conta; 2) amigos/familiares/colegas; 3) televisão/rádio/jornais; 4) sites financeiros; 5) análise própria; 6) todas as respostas anteriores.

e. Frequência do Investimento – conjunto de variáveis binárias que identificam todas as possibilidades de efetuar investimentos: 1) diariamente; 2) semanalmente; 3) mensalmente; 4) trimestralmente; 5) semestralmente; 6) anualmente.

f. Tempo – variável que sintetiza o tempo que o investidor dedica ao investimento e que poderá eventualmente influenciar o comportamento do investidor na escolha dos seus ativos financeiros. A questão 16 do questionário pedia aos investidores para classificar, numa escala de 1 (Nenhum) a 3 (Muito) como avaliam o tempo que dedicam a recolher informação financeira, acompanhar o mercado e a efetuar ordens de compra e venda de ativos. A variável TEMPO foi calculada através de um sistema de pontuação atribuído a estas três caraterísticas. Esta variável varia entre 0 e 3, com valores mais elevados a significar que o investidor dedica muito tempo aos seus investimentos, logo estamos na presença de um expert trader[9].

No entanto, a questão central deste estudo consiste em analisar as diferenças entre homens e mulheres na forma como investem as suas poupanças mensais, através do seu grau de tolerância ao risco. A análise da variável CARTEIRA, já permite compreender o grau de tolerância ao risco dos homens e mulheres através dos ativos que compõem as suas respetivas carteiras, com mais ou menos ativos sem risco ou com risco.

Mas, o perfil de risco dos investidores, definido pela forma como estes encaram o risco financeiro, é igualmente relevante para medir a tolerância ao risco. A variável PERFIL foi assim introduzida, diferenciando os investidores em função de algumas questões que medem algumas dimensões da tolerância ao risco.

Três das questões do questionário são particularmente úteis para este fim. São elas as questões 17, 18 e 19. Na questão 17 pediu-se ao investidor que referisse, tendo em conta o potencial de ganhos e perdas, em qual das três alternativas investiria o seu dinheiro. As respostas a esta questão foram codificadas de 1 a 3, significando o 1 que o investidor é conservador, o 2 que o investidor é moderado na forma como encara o risco e o 3 em que estamos na presença de um investidor agressivo.

Na questão 18 questionava-se o investidor se tivesse 10.000€ para investir quais os produtos que selecionaria: a) depósitos a prazo ou certificados de aforro; b) obrigações ou fundos de obrigações; c) ações ou fundos de ações; d) derivados. Também aqui as respostas a esta questão foram codificadas de 1 a 3, significando o 1 que o investidor prefere investir em depósitos a prazo e certificados de aforro ou obrigações e fundos de obrigações, logo é conservador, o 2 que o investidor prefere ações e fundos de ações para aplicar o dinheiro, sendo então moderado e o 3 que o investidor é agressivo e prefere investir em derivados.

Finalmente, a questão 19 pedia aos investidores para identificarem a frase com que se identificavam na forma como investem. Na mesma lógica das questões anteriores, as respostas foram codificadas de 1 a 3, significando o 1 que o investidor preserva o capital investido, logo é um investidor conservador, o 2 que o investidor privilegia a diversificação e, como tal, é um investidor moderado e o 3 que o investidor é agressivo, pois a política dele é ganha ou perde tudo.

A variável PERFIL corresponde aos resultados obtidos através de um sistema de pontuação atribuído às questões 17, 18 e 19 e, esta variável será usada como proxy[10] para o grau de tolerância ao risco financeiro evidenciado pelos investidores. Valores mais elevados para esta variável estão associados a um investidor com comportamentos de maior risco.

Para avaliar o grau de tolerância ao risco recorreu-se ao modelo de comparação de medianas[11] (teste de Mann-Whitney) que permite decidir se existem ou não diferenças significativas entre os scores das amostras da variável género. Recorreu-se também, à análise de variância (ANOVA em ordens de Kruskal-Wallis) com objetivo de concluir se os indivíduos mais avessos têm carteiras compostas com ativos maioritariamente de baixo risco.

Parece igualmente importante controlar algumas caraterísticas específicas dos investidores. É expectável que, estes invistam parte do seu rendimento líquido mensal de forma diferente consoante sejam homens ou mulheres. Logo, recorreu-se à análise bivariada, para estabelecer as relações entre o género e outras variáveis, a fim de compreender as diferenças entre homens e mulheres na forma como investem ou não parte do seu rendimento líquido mensal. Este tipo de análise possibilitou o conhecimento das variáveis e das relações que se estabelecem entre elas, através do recurso a tabelas de contingência (crosstables), a medidas de associação entre as variáveis (teste do Qui-quadrado) e a medidas de comparação de medianas (teste de Mann-Whitney).

V – Resultados

 

Os resultados obtidos com este estudo revelam que os homens e as mulheres lidam com o investimento de forma distinta, para além de encararem o risco também de maneira diferente.

 

Tanto os homens como as mulheres apresentam elevadas taxas de poupança, sendo que os homens poupam ligeiramente mais do que as mulheres, 87% para 76%. Este resultado não é surpreendente, em comparação com o relatório de Estabilidade Financeira do Banco de Portugal que concluía que, a taxa de poupança dos portugueses tem vindo a aumentar, face ao aumento do desemprego e a uma conjuntura económica desfavorável ao crescimento que, obriga as famílias a tornarem-se mais prudentes na altura de gastar o rendimento. No entanto, a maioria dos indivíduos só consegue deixar de consumir hoje entre 0% a 25% do seu rendimento líquido mensal.

 

FIGURA 2: Percentagens de Poupança dos Portugueses

fig.2

Os resultados do estudo também demonstraram que os hábitos de poupança dos investidores indicam que os do género feminino procuram atingir maioritariamente os seus objetivos a médio prazo (53%) e que as suas decisões de investimento são feitas por elas próprias (58%) ou partilhadas com o seu parceiro (33%). Já os investidores do género masculino optam principalmente, por estabelecer objetivos a médio (53%) e longo (32%) prazo, para além, da maioria tomar as suas decisões de investimento (78%).

 

FIGURA 3: Objetivo e Decisão dos Investimentos por Género

fig.3

 

Através da leitura do estudo de Abreu & Mendes (2006) constatou-se a importância dos investidores terem uma cultura financeira, porque as escolhas financeiras determinam o futuro dos investidores. Logo, é necessário que qualquer decisão financeira seja tomada com a maior informação possível para resultar maiores rendibilidades. Sendo que se verificou, da análise dos resultados, que os investidores do género masculino manifestam um conhecimento mais específico sobre o mercado e ativos financeiros, através das fontes de informação a que estes investidores recorrem e ao seu comportamento: frequência das transações, de recolha de informação financeira e acompanhamento do mercado.

 

Pelos resultados obtidos valida-se que as mulheres para selecionarem os seus investimentos recorrem a diversas fontes de informação consoante a carteira de ativos seja mais ou menos arriscada, nomeadamente, a conselhos de gestor de conta, a conselhos de familiares e amigos ou a sites de informação financeira.

 

 FIGURA 4: Critérios de Seleção dos Investimentos das Mulheres

fig.4

A frequência dos seus investimentos, também varia consoante a carteira de ativos detida, tendencialmente, quando investem em ativos de elevado risco (50%) fazem-no diariamente e mensalmente em ativos de médio e baixo risco (30,7% e 45,9%, respetivamente).

FIGURA 5: Frequência dos Investimentos das Mulheres

fig.5

O tempo que estes investidores dedicam aos seus investimentos também varia de acordo com a carteira detida, assim, as mulheres tendem a não acompanhar o mercado, nem recolher informação quando detêm carteiras com ativos de baixo risco (54,1%), mas quando detêm carteiras com ativos de médio e elevado risco já dedicam algum tempo aos seus investimentos (60,4% e 100%, respetivamente).

FIGURA 6: Tempo dedicado aos Investimentos das Mulheres

fig.6

Por outro lado, os homens têm, independentemente da carteira de ativos, como principal fonte de informação os sites de informação financeira.

FIGURA 7: Critérios de Seleção dos Investimentos das Homens

fig.7

A frequência dos seus investimentos varia consoante a carteira de ativos detida, tendencialmente, quando investem em ativos de elevado risco fazem-no diária ou semanalmente (37,1% e 31,4%, respetivamente), em ativos de médio risco investem principalmente à semana ou ao mês (31,3% e 34,9%, respetivamente) e em ativos de baixo risco investem com uma periodicidade mensal (38,7%) ou trimestral (21,2%).

FIGURA 8: Frequência dos Investimentos dos Homens

fig.8

Verificou-se que os investidores do género masculino reúnem sempre informação relativamente ao conhecimento do mercado e dos seus ativos financeiros, independentemente da carteira detida.

FIGURA 9: Tempo dedicado aos Investimentos dos Homens

fig.9

No entanto, estes resultados não foram confirmados estatisticamente, dado que não se verificou todos os pressupostos para aplicação do teste do Qui-quadrado, isto é, não é possível avaliar a existência de associação entre a carteira e estas variáveis por género. Dado o número de resultados obtidos nalgumas classes das variáveis Critérios de Seleção, Tempo e Frequência serem muito reduzidos (menos de 80% dos Eij< 5).

 

Vários estudos demonstraram que, as mulheres investem as suas poupanças de modo mais conservador do que os homens. O estudo da Merrill Lynch Investment Managers (2005) concluiu que as mulheres têm um perfil de investimento mais conservador e que são mais pessimistas do que os homens. Estas conclusões são também, comprovadas pelo estudo desenvolvido por Barber & Odean (2001) que demonstraram que como os homens são mais confiantes no que respeita aos investimentos, assumem um perfil mais arriscado e investem num maior número de ativos.

Os resultados obtidos vão ao encontro dos apresentados nos estudos internacionais referidos. De facto, as mulheres optam essencialmente por ativos de baixo risco (77%), sendo que os principais ativos financeiros que constituem as suas carteiras são os depósitos a prazo (74%) e os PPR’s (36%). Por seu lado, os homens optam principalmente por ativos de médio risco (52%), este facto é confirmado por um dos ativos que constituem maioritariamente as carteiras destes investidores que são as ações (61%).

FIGURA 10: Ativos Financeiros detidos por Género

fig.10

Neste estudo, também se procurou verificar se existiam outros fatores explicativos que justificassem as diferenças na forma de investir dos homens e mulheres. Os fatores socioeconómicos não foram conclusivos para justificar as principais diferenças. No entanto, tal como Bajtelsmit & Bernasek (1996) verificaram na sua investigação “Why Do Women Invest Differently Than Men?”, as diferenças entre os géneros nos investimentos e a propensão ao risco podem ser atribuídas à discriminação e/ou diferenças nas preferências individuais. Também os resultados obtidos permitiram concluir que, existem alguns fatores pessoais, como o nível de poupança, o tempo dedicado ao investimento, os objetivos do investimento e a frequência dos investimentos que influenciam os ativos que compõem as carteiras dos investidores.

Bajtelsmit & Bernasek (1996) concluíram no seu estudo que as mulheres investem os seus rendimentos de forma mais conservadora do que os homens e, de igual modo, são mais avessas ao risco. Os resultados obtidos comprovam esta teoria. De facto, verificou-se que 83,3% das mulheres apresenta um perfil de risco conservador, pois não gostam de assumir grandes riscos, tendo preferência por ativos sem risco, com o objetivo de preservar o capital investido. Em oposição, os homens apresentam um perfil de risco moderado (56,7%), pois já procuram uma maior rendibilidade, mesmo que isso implique o risco de perda de parte do seu capital, assim, compõem as suas carteiras com ativos de médio risco, como as ações.

FIGURA 11: Relação entre o Perfil de Risco e o Género

fig.11

VI – Conclusão

Os resultados reportados permitiram concluir que há uma diferenciação geral entre os investidores do género masculino e feminino. Com efeito, metade dos investidores do género masculino revela deter ativos de médio e elevado risco, enquanto os investidores do género feminino apenas 22,2% possuem ativos de médio ou elevado risco. Foi ainda possível concluir que, à medida que aumenta o nível de acompanhamento e conhecimento do mercado, aumenta os ativos de médio e elevado risco detidos pelos investidores. Também se verificou que, os investidores com um perfil de risco mais agressivo dão preferência a carteiras com ativos de elevado risco. Outras conclusões do presente estudo apontam para a relevância dos fatores pessoais na escolha da carteira de ativos. Fatores como o nível de poupança mensal, o tempo dedicado aos investimentos, o decisor do investimento e, sobretudo o género são igualmente determinantes para selecionar os ativos a deter.

VII – bibliografia

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Silva, Pedro. Perfil do Investidor Particular Português: O Nível de Educação Financeira dos Investidores. Cadernos do Mercado de Valores Mobiliários.


[1] A taxa de poupança em 2011 aumentou devido à incerteza quanto à evolução do rendimento futuro. Capítulo 3 do Relatório de Estabilidade Financeira de 2011, Banco de Portugal.

[2] Engstrom, S. & Westerberg, A. (2003). Which individuals make an active investment decision in the new Swedish pension system? Cambridge University Press.

[3] Bajtelsmit, V. & VanDerhei, J. (1996). Risk aversion and retirement income adequacy. Positioning pensions for the twenty-first century. Olivia S. Mitchell, Ed. Philadelphia: University of Pennsylvania Press.

[4] Hinz, R.; McCarthy, D. & Turner, J. (1996). Are women conservative investors?: gender differences in participant-directed pension investments. Positioning pensions for the twenty-first century. O. S. Mitchell, Ed. Philadelphia: University of Pennsylvania Press.

[5] Jianakoplos, N. & Bernasek, A. (1996). Are women more risk averse?. Colorado State University Working Paper.

[6] http://spreadsheets.google.com/viewform?formkey=dDRZVFJqMDM0dllFN3BBQy1MZ09DNFE6MA

[7] Tabela de Contingência: são tabelas de frequências absolutas. (Marôco, 2007)

[8] As classes de Y de menor ordem são as mais frequentes. (Marôco, 2007)

[9] Expert Trader – entendido, neste contexto, como alguém que tem experiência e conhecimentos sobre o mercado e que toma diversas decisões de investimento, nomeadamente, em ações e derivados, com o objetivo de obter lucros.

[10] Proxy – variável fortemente correlacionada com a variável pretendida. (Chaves et al. (1999). Instrumentos Estatísticos de Apoio à Economia. Lisboa: Editora McGraw-Hill.)

[11] Mediana – “valor da colecção que tem 50% de observações inferiores e 50% de observações superiores. A mediana ocupa o lugar central na sucessão das estatísticas de ordem.” (Murteira et al, 2007)

About TANIA SARAIVA

Profissão: - Gestora de Mercado na Portugal Telecom - Assistente Convidada no ISCAL Educação: - Mestrado em Contabilidade no Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa - Licenciatura em Gestão no Instituto Superior de Economia e Gestão

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This entry was posted on 14 Dezembro 2012 by in Economia & Finanças.

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