Baralho de Ideias

Quem ganhar uma vaza dará início à seguinte.

São Tomé (Dez12)

A viagem mais cara que fiz até hoje. Devo dizer que entre a data da compra e a data da ida pensei várias vezes no dinheiro que tinha dado e quase, quase que me arrependia, mas depois de visitar a Ilha do Leve Leve já não queria era voltar!

PLANEAMENTO:

ROTEIRO DE VIAGEM:

Dia 26 – Voo

Dia em que embarcamos nesta aventura, eram 23h30 quando saímos de Lisboa e aterramos em São Tomé às 6h30m do dia 27.

1º stress passar com todas as malas sem pagar excesso de bagagem! Normalmente, nunca ultrapasso os 10-12 Kgs de bagagem, mas para esta viagem e com a ajuda de todos os amigos e conhecidos levei excesso de peso com montes de livros, lápis de cor, canetas, roupa, chinelos e rebuçados. Isto tudo, teve de ser muito bem distribuidinho entre as malas do porão e as malas de mão, a sorte é que a minha roupa de verão não ocupa muito espaço!

Do dia 27 ao dia 2

Começámos o primeiro dia com chuviscos, mas em compensação muito calor e o ar super abafado, quase que me atrevo a dizer que as pingas da chuva sabiam muito bem! Primeiras impressões:  horríveis, ficámos logo com vontade de voltar para o avião, não pelas pessoas que são só sorrisos, mas por aquilo que vemos: extrema pobreza, tudo com um aspecto suspeito, mas depois se entrarmos no espírito conseguimos ver que não é assim tão mau.

A novela do Aeroporto:

1ª Parte: A saída do avião é feita a pé pela “gigantesca” pista e depois ficamos numa fila à espera que nos carimbem o passaporte para entrarmos no país. Há 2 filas no início, uma para pessoas de nacionalidade são-tomense e outra para turistas, só depois de entrarem todos os são-tomenses é que abrem as duas filas aos turistas. Levámos cerca de 45 minutos a chegar ao “validador de Passaportes” que apenas vê se temos o carimbo com o visto (nós fomos directamente à embaixada de São Tomé em Lisboa e ficou cada visto a 20€. É preciso levar 1 foto tipo passe e preencher um formulário – http://www.emb-saotomeprincipe.pt/vistos.html)

2ª Parte: Após 1h, já estávamos na zona das malas, a zona mais confusa e desorganizada! São uns senhores que vão ao avião levantar as malas e as colocam uma a uma no único tapete disponível, logo esperámos mais 30 minutos até termos as malas todas!

3ª e última Parte: O Transfer para o hotel é fantástico! Umas carrinhas todas podres, sem bagageiras, onde devemos entrar sem as malas. Nesta fase, entrei em pânico, a pensar que seria a última vez que via as malas! Mas de facto 30 minutos depois de eu ter chegado ao hotel lá vieram as malas intactas. É como eu digo, é só preciso entrar no espírito da coisa!

Hotel Pestana São Tomé foi a nossa escolha e ficámos muito bem alojados com Internet gratuita (que faz lembrar a nossa Internet dial-up a 100Kb de velocidade!)

Hotel Pestana São Tomé

Após check-in no Hotel, fomos aproveitar para conhecer os arredores. E foi aqui na 1ª foto que tirámos na cidade que puff, foi-se a bateria à vida! A humidade era tanta que a bateria não aguentou e a partir daqui todas as fotos foram tiradas com o telemóvel.

Assim, lá seguimos nós a pé até à cidade de São Tomé (o Hotel Pestana fica na extremidade sul da cidade) que é uma cidade muito pequena e se vê bem em 2 horas a andar nas calmas e sempre a pé! Tem alguns edifícios históricos, mas a maioria deles foi destruído ou ocupado!

CIDADE DE SÃO TOMÉ

Vale bastante a pena ir à cidade, aliás acabávamos sempre lá! Todos os dias, sem excepção, íamos dar o nosso passeio à cidade.  O mais giro são os piropos e os olhares às “brancas”, é que nem com homens “brancos” ao nosso lado eles se inibem!

Mercado Central:

Vale muito a pena ir à fruta ao mercado. É super barata e boa, em especial as papaias, as mangas (1kg +/- 20 cêntimos), os amendoins torrados em garrafas de whisky (adorei este petisco, apesar de termos de esquecer que está numa garrafa de whisky ou brandy ou seja lá do quê!).

Mamã África:

A loja de artesanato mais gira e “modernaça” da cidade (http://mamafricastp.blogspot.pt/p/o-que-e-mama-africa-stp.html). A loja é gerida por um guineense que já viveu em Londres, Lisboa, Madrid, Cabo Verde e agora São Tomé. O rapaz é assim meio lunático, mas tem ideias bem definidas e é excelente conversador. No último dia fomos lá buscar os tecidos encomendados e ficámos 1h à conversa com ele sobre política, economia, etc… Aconselho a visitarem-no logo nos primeiros dias e pedir ideias de visitas pela Ilha. Ele conhece boa gente que faz uns preços acessíveis e excursões bem alternativas. Tivemos pena de só ficar a conhecê-lo no final da viagem, senão tínhamos feito todas as excursões com ele.

Fábrica de Cacau (http://www.claudiocorallo.com): 

Para terminar em grande a visita à cidade vale a pena ir à fábrica de cacau (visitas diárias a partir das 17h, convém reservar apesar de nós não o termos feito!). Na fábrica serão atendidos por um italiano que só fala “portunhol” e francês, mas tem uma vasta experiência sobre cacau. IMPORTANTE: O que não fazer: não levar crianças, o senhor não tolera muito bem a falta de paciência das crianças. O que não dizer: durante a apresentação do cacau ele vai-nos dando a provar os diferentes sabores e misturas, a primeira prova é de cacau puro e o senhor questiona-nos logo sobre o que achámos, ao que respondi: “é chocolate preto 100%, logo super amargo.” 2 erros graves na resposta: 1º ISTO NÃO É NADA CHOCOLATE, ISSO É AS PORCARIAS QUE VOCÊS COMEM LÁ” 2º AMARGO É A VOSSA XXXX, ISTO É UM SABOR INTENSO”. Logo, se forem à fábrica do cacau, por favor, lembrem-se sempre que estão a comer cacau e não chocolate e nada é amargo, é tudo muito intenso. A explicação do senhor é muito longa e chata, mas depois de provar cacau com flor de sal, cacau com pimenta, cacau com laranja, cacau com grãos de café, vale a pena o esforço de tomar atenção ao senhor! No final da apresentação podem comprar todas as variedades de cacau provadas.

Fotos aleatórias da Cidade de São Tomé

EXCURSÃO

O melhor dia da nossa estadia. O dia em que agarramos nas 50 sacolas que trazíamos com as coisitas para os miúdos e fomos distribuir. Negociámos com o Walter, o tipo dos Suzukis, e alugamos um Jimny por 50€ (inclui guia (o próprio Valter) e gasolina). Decidimos conhecer a parte Norte e Centro da ilha e lá fomos nós: passamos pela praia do Olho Azul, Roça do Cacau, entre outras paisagens e vilas. No final fomos visitar a casa do Valter e os filhos dele. Foi um dia encantador, em que sentimos que fizemos alguma diferença! Obviamente, que o momento alto foi a entrega da camisola do BES com a assinatura do Ronaldo!

Para quem quiser contactar o Walter: waltermartinho@hotmail.com ou +239 991 66 17

1º Fila: Miúdos que ajudámos; 2º fila: Família do Valter (guia) + camisola do Cristiano Ronaldo que fez um sucesso; 3º fila: Produção de Cacau Manual

PRAIA e PISCINA

À excepção do Ilhéu das Rolas que é só praia, em São Tomé há pouca oferta de praias. Na cidade as praias não são nada de especial, são muito pequenas e com pedras grandes (a “praia” do Hotel Pestana São Tomé é ridícula e a do Hotel Miramar está interdita a banhos). Onde valia a pena ir era à Praia do Clube Santana, com um pequeno areal e uma água quentinha e estilo piscina (mas só dá para ir de carro). Nos dias em que não tínhamos Jimny ficávamos pela piscina do Hotel!

Praia do Clube Santana

Piscina do Hotel Pestana São Tomé

No dia 1 de Janeiro de 2012, último dia completo na Ilha já não queríamos voltar, ficou tanta coisa por fazer e dizer, fizemos muitos amigos por lá. Recomendo vivamente conhecer esta maravilha perdida no meio do Oceano Atlântico. No dia 2 de Janeiro quando o avião levantou as lágrimas vieram-me aos olhos de tantas saudades que já sentia!

 Fim da Viagem!

TS

Próxima publicação: Ilha do Sal, Cabo Verde

About TANIA SARAIVA

Profissão: - Gestora de Mercado na Portugal Telecom - Assistente Convidada no ISCAL Educação: - Mestrado em Contabilidade no Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa - Licenciatura em Gestão no Instituto Superior de Economia e Gestão

2 comments on “São Tomé (Dez12)

  1. Claudia
    28 Junho 2012

    Os italianos são mesmo uns ordinários😉
    E andaste de Jimny que foi uma sorte… eu andava de mercedes a cair de podre (literalmente) que nem chão tinha… íamos a ver as pedras da estrada pelo caminho e a levar salpicos de lama nas pernas… e nas descidas era “agarrem-se que eu vou desligar o carro” eheheh
    Também guardo algumas das melhores recordações destas ilhas!🙂

    • TANIA SARAIVA
      28 Junho 2012

      Olá Cláudia,

      De facto é uma pena, não haver são-tomenses empreendedores e não corruptos. O “italiano” é filho de outro italiano que já domina as roças quase todas de chocolate de São Tomé!!!

      Em relação aos Jimnys informo que todos têm chão. A mania de andar de Mercedes às vezes não compensa! Para a próxima em vez de te andares a exibir num Mercedes escolhe um carrito completo!

      Bjs

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This entry was posted on 28 Junho 2012 by in Viagens.

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