Baralho de Ideias

Quem ganhar uma vaza dará início à seguinte.

Contabilidade de Custos|Analítica|Gestão – Sistemas de Custeio

Há umas décadas atrás os custos representavam tudo o que os produtos/serviços tinham custado, o que pressupunha que os custos eram necessária e simultaneamente: Completos. Com a evolução da actividade empresarial, colocaram-se aos gestores importantes tipos de opções, quanto aos Sistemas de Custeio:

  • Custos Completos
  • Custos Parciais
    • Variáveis
    • Fixos
  • Custos Reais
  • Custos Previsionais

 A esta visão multi-dimensional designada por “concepção multi-dimensional da contabilidade de gestão”, podemos definir três critérios:

1. Conteúdo:

  • Custos Completos
  • Custos Parciais:
    • Variáveis
    • Fixos

 2 . Momento do cálculo:

  • Custos Reais, Históricos ou Comprovados
  • Custos Pré-determinados ou Previsionais

 3. Campo de aplicação reclassificação dos custos por natureza da contabilidade geral, em:

  • Produto ou Encomenda
  • Centro de Responsabilidade
  • Funções da Empresa

SISTEMA DE CUSTEIO COMPLETO – neste sistema todos os custos são introduzidos no circuito contabilístico analítico. Ou seja, o conjunto dos custos variáveis e fixos são encaminhados até ao CIPV.

SISTEMA DE CUSTEIO RACIONAL – Quando se considera, em determinadas circunstâncias, que o sistema de custeio completo não satisfaz as exigências de uma contabilidade moderna, o sistema de custeio racional visa “reajustar” os custos completos de forma a que eles sejam representativos das condições de exploração, ou seja, este sistema suprime a incidência da variação do volume de actividade sobre os custos. O seu objectivo é tornar a evolução dos custos independente da variação do nível de actividade.

SISTEMA DE CUSTEIO VARIÁVEL – Trata-se mais de um método de gestão do que um método contabilístico, propriamente dito, que pretende dar resposta às múltiplas necessidades de gestão. Neste sistema apenas os Custos de actividade (variáveis) são encaminhados até ao CIPV e todos os custos de estrutura do período (fixos) devem ser suportados pelos produtos vendidos.

Fonte informação: Baseado no livro de Contabilidade de Gestão de Caiado, António C. Pires

Esquema resumo do cálculo do Custo do Industrial de Produtos Acabados de acordo com cada um dos Sistemas de Custeio:

Legenda:

  • AN – Actividade Normal, Capacidade Normal, Produção máxima possível face à capacidade da fabrica
  • AR – Actividade Real, Produção Real
  • CF IND – Custo Fixo Industrial
  • CIPA – Custo Industrial do Produto Acabado
  • CINI – Custo Industrial não Incorporado
  • CT – Custos de Transformação (englobam MOD+GGF)
  • CV IND – Custo Variável Industrial
  • GGF – Gastos Gerais de Fabrico
  • GGF f – Gastos Gerais de Fabrico fixos
  • GGF v – Gastos Gerais de Fabrico variáveis
  • MOD – Mão-de-Obra Directa
  • MOD f – Mão-de-Obra Directa Fixa
  • MOD v – Mão-de-Obra Directa Variável
  • MP – Matéria-prima
  • PA – Produção Acabada
  • Qpa – Quantidade de Produção Acabada
  • SCR – Sistema de Custeio Racional
  • SCT – Sistema de Custeio Total
  • SCV – Sistema de Custeio Variável

Demonstração de Resultados de acordo com cada um dos Sistemas de Custeio:

Legenda:

  • AN – Actividade Normal, Capacidade Normal, Produção máxima possível face à capacidade da fabrica
  • AR – Actividade Real, Produção Real
  • CA – Custo Administrativo
  • CD – Custos de Distribuição
  • CF – Custos Financeiros
  • cf – Custo Fixo unitário
  • CIPV – Custo Industrial dos Produtos Vendidos
  • CINI – Custo Industrial não Incorporado
  • cv – Custo Variável unitário
  • MB – Margem Bruta
  • MIND – Margem Industrial
  • ML – Margem Líquida
  • Qpa – Quantidade de Produto Acabado
  • Qv – Quantidades Vendidas
  • RAI – Resultado Antes de Imposto
  • RO – Resultado Operacional

TS

About TANIA SARAIVA

Profissão: - Gestora de Mercado na Portugal Telecom - Assistente Convidada no ISCAL Educação: - Mestrado em Contabilidade no Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa - Licenciatura em Gestão no Instituto Superior de Economia e Gestão

80 comments on “Contabilidade de Custos|Analítica|Gestão – Sistemas de Custeio

  1. Ana Pereira
    27 Novembro 2012

    Olá Tania… muito bom dia… gostava só de lhe perguntar o que significa as inicias SCT, SCV e SVR que estão no modelo de demonstração de resultados por funções….

    agradeço resposta , antes de quinta feira dia 29, pois tenho que apresentar um trabalho nesse dia..

    desde já um muito obrigado pela informação exposta neste site, pois ajudou-me imenso…

    continuação de um bom dia,
    Ana Perera

    • TANIA SARAIVA
      27 Novembro 2012

      Olá Ana,

      As iniciais correspondem aos 3 Sistemas de Custeio:

      1. SCT – Sistema de Custeio Total (também conhecido como Absorção ou Completo)
      2. SCV – Sistema de Custeio Variável
      3. SVR – Sistema de Custeio Racional

      Estou disponível para qualquer dúvida.

      Cumps,
      TS

  2. Santos
    28 Novembro 2012

    Olá Boa noite, só uma questão:

    – quando calculamos os vários custeios, nos CA,CD e CF calculamos com os custos totais de cada um, ou por exemplo no sistema variavel, o CA é o custo variavel administrativo ou o custo total administrativo.

    Obrigado e desculpe o incomodo.

    Cumps

    • TANIA SARAIVA
      28 Novembro 2012

      Olá Santos!

      A diferença entre os Sistemas de Custeio assenta na forma como eles imputam os custos industriais, se é tudo custo do produto ou se há uma componente (C. Fixos Industriais) desse custos que é custo do período, mas não do produto. Assim, todos os custos não industriais (CA, CD e CF) não são diferentes consoante o sistema.Como são custos do período, o seu valor tem de estar totalmente reflectido na DR’s, seja pelo S. Total, S. Variável ou S. Racional.

      Cumps,
      TS

  3. Paulo Vasco Machava
    20 Abril 2013

    Bom dia. Os contudos aqui abordados estam com clareza. Contudo, tenho por colocar duas questoes para ter apoio. Sendo as seguintes:
    1. Gostaria de saber se o transporte da Materia prima faz parte ou nao dos GGF?

    2. Que diferenca existe para o calculo de Custo Industrial pelo Sistema de Custeio Total e Variavel, com a imputacao multipla dos GGF?

    • TANIA SARAIVA
      20 Abril 2013

      Olá Paulo,

      Em relação ao custo de transporte das MP, devemos em primeiro lugar validar se é a cargo da empresa e se sim, então deverá acrescer ao valor da MP. Isto é, o valor das MP consumidas será igual a: Ei MP + Custo Compras (Valor das Compras + valor do transporte + outros encargos – descontos comerciais) – Ef MP. Os custos de transportes relacionados com MP, não devem ser considerados GGF.

      No que concerne aos sistemas de custeio, o que difere entre eles é o cálculo dos custos de produção, onde no SCT considera-se todos os Custos Industriais (MP+MOD+GGF) variáveis e fixos e no SCV só entram os custos variáveis industriais, os custos fixos industriais neste sistema são considerados custos do período e levados directamente a Demonstração de Resultados (DR’s) numa rubrica de Custos Industriais não Incorporados (CINI).
      Assim, mesmo que os GGF sejam repartidos com base num critério de imputação múltipla, o que difere é saber quais os GGF variáveis e quais os fixos.

      Exemplo de GGF com repartição múltipla:
      – No mês em análise apurou-se um custo de Mão-de-Obra Indirecta (MOI) de 10.000€ e é repartida em função da Mão-de-Obra Directa;
      – Apurou-se de Materiais Diversos (MD) um custo de 20.000€, repartidos em função da MP consumida.

      Temos aqui 2 exemplos de custos indirectos de produção (GGF) e que cada um deles tem um critério de imputação específico (imputação múltipla). Contudo, podemos assumir que tipicamente a MOI é um custo fixo e os MD são variáveis em função da produção.

      Logo, no SCT no cálculo do custo de produção (CIPA) entrariam todos os custos e no SCV os MD fariam parte do CIPA, mas a MOI iria directamente para a DR’s na rubrica CINI, como custo do período.

      Qualquer questão adicional não hesite!

  4. rodrigo
    30 Junho 2013

    ola, sera que me podia dar uma luz sobre as diferenças de imputaçao e orçamentos

    • TANIA SARAIVA
      30 Junho 2013

      Olá Rodrigo,

      Quando fala em diferenças de imputação está-se a referir à imputação dos Gastos Gerais de Fabrico ou Custos Indirectos?
      Orçamentos – consegue-me especificar quais as suas dúvidas? Se é a lógica de construção de algum dos orçamentos ou se quer perceber a sequência dos Orçamentos?

      Cumps,
      TS

  5. Alexandre
    30 Junho 2013

    Boa Tarde, Dona Tania, tenho apenas uma questão em relação ao nome dos sistemas de custeio, e gostaria de saber se o seu SCT ( sistema custeio total) se é o mesmo que o SCTC (sistema de custeio total completo). Só para perceber se é tudo uma questão de português ou se há diferenças?

    cumps,

    • TANIA SARAIVA
      30 Junho 2013

      Olá Alexandre,

      é apenas uma questão de português, O Sistema de Custeio Total é igual a Completo.

      Cumps,
      TS

  6. Gregório CAPITANGO
    5 Setembro 2013

    Cutri das dicas, muito simples mas abrangente. Obrigado

    • TANIA SARAIVA
      5 Setembro 2013

      Olá Gregório,

      Obrigada, espero que ajudem!

      Cumps,
      TS

  7. Raul Correia Lima
    5 Setembro 2013

    Olá, muito boa tarde.
    Tenho dificuldades sempre que me deparo com prestações recíprocas onde uma das secções auxiliares faz a repartição em percentagem. . Caso concreto : ” A empresa Jota tem a fábrica organizada em secções principais e auxiliares ou de apoio, entre as quais a secção de Prensas cuja unidade de imputação é a Hm. Por outro lado, a secção de Gastos Comuns da Fábrica reparte os gastos em percentagem dos gastos directos cabendo à Prensas 20% e à Manutenção 10%. Em certo período, a secção Prensas teve de gastos directos 75.500,00€ e trabalhou 200 Hm, a secção de manutenção teve de gastos directos 36.500,00€ e trabalhou 900Hh das quais 350 foram aplicadas em Prensas e 60 foram aplicadas na reparação de um veículo afeto a Gastos Comuns da fábrica, a qual teve de gastos directos 70.100,00€. No Período o custo de cada Hm é de, aproximadamente . ?
    Poderá fazer o favor de me ajudar a ver como se chega ao resultado?
    O meu obrigado
    Raul Lima

    • TANIA SARAIVA
      6 Setembro 2013

      Olá Raul,

      A tua dúvida é pertinente e muitas pessoas se baralham por ter o símbolo %, mas a ideia é tratá-lo como se fosse Horas (homem ou máquina). O raciocínio é o mesmo!
      Pegando do teu exemplo e havendo prestações recíprocas entre as Secções Auxiliares Gastos Comuns e Manutenção temos:

      GC = 70.100 + 60Hh = 100%
      Manut = 36.500 + 10% = 900Hh

      =

      GC = 701 + 0,60Hh = %
      Manut = ——

      =

      GC = 701 + 0,60Hh = %
      Manut = 36.500 + 10x(701 + 0,60Hh) = 900Hh

      =

      GC = —–
      Manut = 36.500 + 7.010 + 6 Hh = 900Hh

      =

      GC = —–
      Manut = 43.510 = 894Hh

      =

      GC = 701 + 0,60x(48,67) = %
      Manut = Hh = 48,67€

      =

      GC = % = 730,20€
      Manut = Hh = 48,67€

      Atenção: valores calculados no excel, sem arredondamentos. Os resultados podem divergir se utilizarmos arredondamentos.

  8. tiagofonseca
    14 Outubro 2013

    ola boa tarde

    gostaria de saber se podia me dizer mais simples as diferenças dos 3 custeios sff.

    obrigado

    • TANIA SARAIVA
      16 Outubro 2013

      Olá Tiago,

      de uma forma muito muito simplificada a grande diferença entres os 3 sistemas é a forma como encaram os custos de produção, nomeadamente no que diz respeito aos Custos Fixos.

      Para o SCTotal é considerado custo do produto
      Para o SCVariável é considerado custo do período
      Para o SCRacional parte do CFixo (correspondente à Capacidade utilizada) é do produto e o restante (capacidade não utilizada) é custo do período.

      Cumps,
      TS

      • tiagofonseca
        17 Outubro 2013

        ola, olhe muito obrigado. vai dar uma grande ajuda no exame

        cumps

  9. paulo alexandre
    27 Outubro 2013

    O que significa custo de estrutura e custo de estrutura industriais e não industriais

    • TANIA SARAIVA
      28 Outubro 2013

      Olá Paulo,

      Os custos de estrutura são mais conhecidos por Custos Fixos. Dentre eles, temos os industriais (Mão-de-obra indirecta, materiais diversos, consumos da fábrica (água, electricidade, …), depreciações das máquinas da fábrica, seguro do edifício da fabrica, etc.) e os não industriais.

      Cumps,
      TS

  10. Octavio Joao Baptista
    12 Novembro 2013

    Ola Tánia!

    Poque é que quando a Produção=Venda – (SCT=SCR=SCV) é constante; P>V (SCT>SCR>SCV) é descrescente e P<V – (SCT<SCR<SCV) é crescente.

    Saudações

    • TANIA SARAIVA
      12 Novembro 2013

      Olá Octávio,

      A principal diferença entre os sistemas ocorre quando há Variação das existências e se reparar é exactamente isso que me descreve no comentário.

      Qdo não há Variação de Existências (PA = PV) – os sistemas apresentarão resultados idênticos;
      Qdo as Existências Iniciais são superiores às Existências Finais (PA > PV);
      Qdo as Existências Finais são superiores às Existências Iniciais (PA V o resultado do SCT será sempre o maior e quando a PA < V o resultado do SCT será sempre o menor. Já o SCR é sempre o que apresenta os resultados intermédios.

      Cumps,
      TS

  11. Brito
    29 Março 2014

    porque é que uma empresa opta pela
    utilização do Sistema de Custeio Racional?

    • TANIA SARAIVA
      31 Março 2014

      Olá Brito.

      Actualmente o Sistema de Custeio Racional é pouco utilizado nas empresas para calcular o custo de produção. Contudo, no SNC a imputação dos gastos gerais de fabricação fixos aos custos de produção é baseada na capacidade normal, isto é, só são levados aos custos dos produtos os gastos gerais de fabrico fixos correspondentes à capacidade efectivamente utilizada e assim, os produtos não são onerados por baixa de produção ou ociosidade.

      Se se verificar que a produção efectiva é superior à actividade normal deverá ser usado o Sistema de Custeio Total!
      Desta forma e, em princípio, o registo inicial dos inventários de produtos acabados deve ser feito ao custo racional.

  12. LeonethBastos
    15 Maio 2014

    Olá Prof Tânia. Muito obrigada pelas explicações ajudaram muito, as dúvidas de muitos era a minha também. E quero poder contar com a prof para eventuais dúvidas já tenho o seu email. Muito obrigada pela disponibilidade de transmitir o seu conhecimento a outrem.

    • TANIA SARAIVA
      16 Maio 2014

      Olá Leoneth!

      Obrigada pelo comentário!

      Muitas felicidades,
      TS

  13. Maria
    16 Maio 2014

    Boa tarde Tânia!
    Gostaria de lhe perguntar como se posso descobrir os Custos Fixos Industriais tendo apenas as informações apresentadas. Este é o exercício.
    Desde já muito obrigada :)

    Relativamente à empresa OMEGA, Lda, que fabrica apenas um produto, sabe-se o seguinte no
    que respeita ao mês de março de N:

    a) Custos
    DESCRIÇÃO CUSTOS FIXOS CUSTOS VARIÁVEIS CUSTOS TOTAIS
    Custo industriais ? 15 000€ ?
    Custos administrativos 1 200 € 0 € 1 200 €
    Custos distribuição 2 200 € 950 € 3 150 €
    Custos financeiros 1 500 € 0 € 1 500 €
    TOTAL

    b) Existências Iniciais de Produtos Acabados de 2 000 unidades valorizadas da seguinte forma:
    Sistema Custeio Total e sistema de custeio
    variável
    2,50 € cada uni.

    Considere ainda que:
     Não havia PVF nem no início nem no fim do mês;
     Produção real de 10.000 unidades;
     Venderam-se 9.500 unidades a 3,95€/unidade;
     O Resultado antes de Impostos no Sistema de Custeio Total é de 5 550 €;
     O critério valorimétrico utilizado pela empresa é o FIFO.

    PRETENDE-SE:
    1. O valor do CIPV pelo sistema de custeio total. (10 valores)
    2. O valor do CINI pelos Sistemas de Custeio Total e Custeio Variável. (10 valores)

  14. Maria
    18 Maio 2014

    Boa tarde Tânia,
    muito obrigada pela sua preciosa ajuda e disponibilidade :)

    Cumprimentos,
    Maria

  15. Leoneth Bastos
    3 Junho 2014

    Bom dia tânia.
    Podes dizer-me a importâcia do cip, os custos inerentes a ele e a diferença comparando com o cipa e o cipv? Em que circunstâcias eles podem ser iguais?

    • TANIA SARAIVA
      3 Junho 2014

      Bom dia Leoneth,

      veja por favor o post que criei sobre esses conceitos para conseguir compreender as diferenças entre CIP, CIPA e CIPV https://baralhodeideias.wordpress.com/2012/06/25/contabilidade-de-custos-gestao-analitica-o-custo-industrial/

      Em relação à 2ª pergunta estes conceitos podem ser idênticos quando não há variação de existências entre eles. Isto é:
      O CIP será igual ao CIPA se não existirem Existências Iniciais e/ou Finais de Produtos em vias de Fabrico
      O CIPA será igual ao CIPV se não existirem Existências Iniciais e/ou Finais de Produtos Acabados

      Cumps,
      TS

      • Deodato
        13 Maio 2015

        Boa tarde professora eu queria saber o que é isso de Atividade Real/Atividade normal (AR/AN)

      • TANIA SARAIVA
        15 Maio 2015

        Oi Deodato,

        actividade real refere-se à produção acabada no período em análise e actividade normal é a capacidade máxima da fábrica se trabalhasse em pleno, com as condições de trabalho presentes na fábrica.

        Cumps,
        TS

  16. LeonethBastos
    3 Junho 2014

    Tânia boa noite e muito obrigada pela ajuda.
    Agora! tenho uma certa dificuldade em identificar num exercício quais sao os custos, proveitos, despesas, pagamento, recebimento, redito, receita, etc. Preciso que me ajudes a encontar uma forma simples de identificar.

    • TANIA SARAIVA
      21 Junho 2014

      Olá Leoneth,

      já tinha respondido a esta questão ao Alfredo, mas para classificar as rubricas nessas categorias, basta apenas saber o que significa cada uma delas. Deixo aqui uma breve descrição que espero que ajude:

      1º Um custo para a empresa, ou seja, consiste na utilização dos recursos numa organização;
      2º Uma Despesa que obriga a empresa a pagar, ou seja, corresponde à assunção da obrigação de pagar os custos;
      3º Um Pagamento, ou seja, corresponde ao fluxo de saída de meios líquidos das organizações, constituindo a contra-prestação dos recursos adquiridos;
      4º Um Proveito para a empresa, ou seja, corresponde à cedência de produtos &/ou serviços a terceiros;
      5º Uma Receita que dá o direito à empresa a receber, ou seja, corresponde ao direito de receber os proveitos;
      6º Um Recebimento, ou seja, corresponde ao fluxo de entrada de meios líquidos nas organizações, constituindo a contra-prestação dos bens ou serviços cedidos a terceiros.

      Cumps,
      TS

  17. Sónia Rocha
    4 Junho 2014

    Olá Prof. Tania,
    Tenho uma dúvida num exercício, enviei um email com o respectivo exercício. Assim que possível agradeço o seu feedback.
    Obrigada pela atenção.

    Cumprimentos
    SR

  18. brito
    12 Junho 2014

    ola tania bom dia olha eu queria saber porque que a contabilidade de gestão é um instrumento efetivo de apoio à implementação e desenvolvimento do Balanced Scorecard nas organizações….obrigada e cumprimentos

    • TANIA SARAIVA
      21 Junho 2014

      Boa tarde Brito,

      Sendo a contabilidade de gestão aquela que permite à empresa conhecer o funcionamento das secções/departamentos, qual o custo unitário dos produtos &/ou serviços produzidos/prestados, logo é essencial para a implementação do Balanced Scorecard.

      Dado o BSC ser uma ferramenta que permite avaliar o desempenho de uma organização através de indicadores (scorecard) convém que os mesmos se baseiem em valores o mais próximo da realidade empresarial para que haja equilíbrio entre os objectivos das diferentes naturezas: curto e longo prazo; financeiros e não financeiros; indicadores “lag” e “lead” e perspectivas de desempenho interno e externo.

      Se quiser aprofundar o tempo aconselho a leitura dos seguintes livros:
      Capítulo 21 do livro Contabilidade de Gestão: Estratégia de custos e de resultados; Ferreira, Domingos et al da editora Rei dos Livros;
      The Balanced Scorecard, Mass; de Kaplan, R. e D. Norton da Boston: HBSP;

      Cumps,
      TS

  19. Sandra
    18 Junho 2014

    Parabéns, explicações muito simples. Mas que abrangem uma grande quantidade de informação.

    • TANIA SARAIVA
      19 Junho 2014

      Obrigada Sandra!

  20. gil
    13 Setembro 2014

    alguem me pode responder porque que ha sistemas de custeio total em que a parte dos custos fixo industriais sao consederados custos dos periodos e nao custos dos produtos?

    • TANIA SARAIVA
      25 Setembro 2014

      Olá Gil,

      Se estamos a falar de sistema de custeio total todos os custos industriais (fixos ou variáveis) são considerados custos do produto. Se tiver um caso para eu analisar, posso tentar verificar o que fala!

      Cumps,
      TS

  21. neto nhaca
    16 Setembro 2014

    boa tarde professora penso o seu emeil

    • TANIA SARAIVA
      25 Setembro 2014

      Neto,

      pode enviar a sua questão por aqui…

  22. Hernany
    6 Outubro 2014

    Olá Ana…. Tenho Algumas duvidas básicas ..
    quero saber como se calcula os custos dos produtos e os custos do período? Na DR

    Ex: existencias inicias 400 u.f à 5 €/ unidade
    Compras 1000 u.f a 15 €/ unidade
    Vendas 1200 u.f a 20 €/ unidade
    Custo com pessoal
    . comercial….2500
    . Adninistrativo…500
    Outros Custos comercias 2000
    outros custos Administrativos 1000

    o critério Valorimétrico adoptado pela empresa é o Lifo !
    A)Pretende se que evidencie os custos dos produtos e os custos de período????

    • TANIA SARAIVA
      20 Outubro 2014

      Bom dia Hernany,

      posso explicar-lhe como se calcula, mas o critério indicado (LIFO) já não faz parte do normativo português.

      Resolução por passos:
      1º Identificar as diferenças entre Custos do Produto e do Período.
      Assim, para elaborar a DR só deverá considerar os custos do Período, relacionados com as Vendas:
      Tendo em conta o LIFO, o CIPV será: 1.000 x 15€ + 200 x 5€ e de seguida junta-se os restantes custos não industriais e apura-se o resultado final do período.
      Se quisermos apenas os custos industriais do Produto calculamos será o resultado de tudo o que foi comprado e o que já existia em stock no início do período em análise.

      Cumps,
      TS

  23. Andre boaventura ligonha
    27 Outubro 2014

    obrigado, compoem mais exercicios

    • TANIA SARAIVA
      27 Outubro 2014

      Olá André,

      sempre que for preciso ou haja disponibilidade!

      Cumps,
      TS

  24. Filipa Lopes
    18 Novembro 2014

    Olá professora Tânia será que podia-me ajudar nesta questão: “De que forma o tratamento dado aos gastos fixos industriais, por cada um dos SRacional e SVariável pode dar diferenças nos resultados”. Obrigado

    • TANIA SARAIVA
      28 Novembro 2014

      Olá Filipa,

      Sempre que haja Variação de Existências!

      Cumps,
      TS

  25. Maria
    19 Novembro 2014

    Boa tarde professora,
    Tenho um exercício de faculdade para fazer. Será que me pode dar uma ajuda?
    Posso enviar-lhe o exercício por e-mail.
    Obrigada.

    • TANIA SARAIVA
      28 Novembro 2014

      Olá Maria,

      pode enviar com as suas dúvidas.

      Cumps,
      TS

  26. Andreia Gonçalves
    13 Dezembro 2014

    olá,tenho de fazer um exercício sobre sistemas de custeio e não estou a conseguir,será que me podia dar uma mãozinha? :) obrigada

    • TANIA SARAIVA
      2 Janeiro 2015

      Olá Andreia,

      não sei se ainda precisa de ajuda. Se sim, envie o exercício e as suas duvidas para eu avaliar.

      Cumps,
      TS

  27. Hedio
    19 Dezembro 2014

    ola, eu gostaria de saber o que sao custos industriais nao incorporados.

    • TANIA SARAIVA
      2 Janeiro 2015

      Olá Hedio,

      são os custos industriais que de acordo com o método de custeio que a empresa adopta não são considerados no custo do produto, mas sim considerados apenas como custos do período. Ou seja, são os custos fixos relacionados com as componentes de produção que não são incorporados (na totalidade no sistema variável e parcialmente no sistema racional) no produto e são conduzidos até à Demonstração de Resultados sobre a forma de custos não incorporados.

      Cumps,
      TS

  28. Rui Amado
    26 Janeiro 2015

    Boa tarde prof. gostei muito deste blog e graças a internet pude tirar agumas duvidas sobre esta materia, e gostaria de lhe perguntar se a prof. tivesse algum exercicio das secções homógeneas com os sistemas de custeios. obrigada desde ja.

    • TANIA SARAIVA
      4 Fevereiro 2015

      Rui,

      acabei de publicar um exercício de secções homogéneas, se ainda for útil!

      Cumps,
      TS

  29. Rui Amado
    26 Janeiro 2015

    Estou em Cabo Verde a estudar o 2º ano de contabilidade e tenho um teste de contabilidade de custo amanha sobre as secções homógeneas com os sistemas de custeios, muito obrigado desde ja pela sua disposição e pela vontade de partilhar os seus conhecimentos, o mundo academico precisa de mais professores como a senhora.

    • TANIA SARAIVA
      4 Fevereiro 2015

      Olá Rui,

      fico feliz por ajudar. Espero que o teste tenha corrido bem!

      Cumps,
      TS

  30. Carlos Esteves
    28 Janeiro 2015

    Olá! Em contabilidade analitica ultimamente tenho feito exercicios com os vários custeios. e há alguns em que temos de fazer calculos da produção com o custeio variável e com o total. De seguida ao fazer as respetivas DR’s, o RAI dá diferente para ambos os casos. Geralmente é pedido para justificar as diferenças observadas. o que faço ??
    Atenciosamente,
    Carlos Esteves

    • TANIA SARAIVA
      4 Fevereiro 2015

      Olá Carlos,

      as diferenças resultam do facto de existir variações de existências, isto é, existências iniciais ou finais. Porque caso a produção seja idêntica às vendas não haverá diferenças nos resultados dos sistemas adoptados.
      Assim, para comprovar os resultados deverá analisar a diferença apurada entre o resultado final do Sistema de Custeio Variável e do Sistema de Custeio Total e depois fazer o mesmo cálculo valorizando as Existências finais ou iniciais e verificando que a diferença de resultados é idêntica à diferença apurada nos resultados.

      Cumps,
      TS

  31. maria isabel pinho
    29 Janeiro 2015

    Boa tarde, professora
    como determinar o custo da hora aplicada de um mecanico de uma oficina automovel

    • TANIA SARAIVA
      4 Fevereiro 2015

      Olá Maria Isabel,

      depende da informação que tiver disponível. O custo da hora: deverá resultar do custo total atribuído à rubrica de salários/ordenados + Encargos Sociais dos mecânicos a dividir pelo total de horas trabalhada pelos próprios.

      Cumps,
      TS

    • TANIA SARAIVA
      10 Fevereiro 2015

      Olá Isabel

      o custo da hora aplicada de um mecânico vai depender dos factores que considerem para o trabalho dele: salários pagos (componente fixa e componente variável), encargos sociais e fiscais.

      Cumps,
      TS

  32. Pita Alberto Magweche
    2 Março 2015

    Bom dia dona Tania podes me ajudar?nao intendo a diferenca entre demonstracao de resultados por custeio total e variavel.
    grato pela ajuda

    • TANIA SARAIVA
      9 Março 2015

      Olá Pita!

      A diferença assenta na forma como os custos industriais são incorporados nos produtos. No sistema de custeio total todos os custos industriais, variáveis ou fixos, são incorporados no produto, enquanto no sistema de custeio variável apenas os custos industriais variáveis são incorporados no produto e os fixos são considerados custos do período e incorporados na Demonstração de Resultados numa rubrica de Custos Industriais não Incorporados.

      Logo, na Demonstração de Resultados as diferenças estão nos custos industriais dos produtos vendidos (CIPV) e na rubrica de Custos Industriais não Incorporados que no sistema de custeio total é nulo e no variável corresponde aos custos fixos.

      TS

  33. stelio bonate
    16 Março 2015

    B.dia como achar o custo de transformacao do produto acabado

    • TANIA SARAIVA
      16 Março 2015

      Olá Stelio,

      O custo de transformação do Produto Acabado é o resultado dos custos relacionados com MOD e GGF ajustados aos Produtos em Vias de Fabrico, para garantir que só considerámos os custos relacionados com os Produtos Concluídos (PA) e eliminamos os custos dos produtos que ainda não estão concluídos (PVF).
      ou seja, Eipvf (componente CT) + CT – Efpvf (componente CT)

      Cumps,
      TS

  34. Azinett
    15 Abril 2015

    ola! professora sou Aneth estudante do 2ano de contabilidade de gestão.
    estou com muita dificuldade em entender a contabilidade de custo.como faço para calcular o custo de produção global?

    • TANIA SARAIVA
      16 Abril 2015

      Olá Azinett,

      para calcular o Custo de Produção deve considerar o custo de todas as componentes de produção (Matéria-Prima, Mão-de-Obra Direta e GGF ou MP e Custos Transformação). Caso haja informação sobre produtos em vias de fabrico (PVF) os mesmos devem também ser considerados se pretender calcular o Custo de Produção dos Produtos Acabadas (CIPA).

      CIP = MP+MOD+GGF
      CIPA = Ei PVF + MP + MOD + GGF – Ef PVF

      Qualquer dúvida adicional não hesite.

      Cumps,
      TS

      • Azinett
        17 Abril 2015

        ola! professora Tania

        muito obrigado pela ajuda, como eu disse as minhas dificuldades são basicas.
        eu posso enviar para a senhora o iniciado para me ajudar a resolver, em detalhes pequenos?.

        muito obrigado pela a disposição em ajudar.

  35. Aristides Mulunji
    8 Maio 2015

    se o critério da valorização das existências for o LIFO e o stock inicial for maior do que o stock final, as existências finais estão todas valorizadas ao custo unitário da produção terminada no período?

    • TANIA SARAIVA
      8 Maio 2015

      Olá Aristides,

      Se o critério de valorização das existências for o LIFO, significa que as saídas de armazém (Vendas) serão valorizadas ao custa da produção do mês (CIPA) e as existências finais serão valorizadas dependendo do que sobra em armazém. Isto é:

      1º Deve calcular a quantidade de existências finais: Qei + QPA – Qv
      2º Após as vendas, saber quanto sobrou em armazém: se só há existências valorizadas ao custo inicial ou se também sobrou existências produzidas no período em análise.

      Assim:
      Se só há Ei em armazém o custo das Ef será igual a Qef x Custo da ei
      Se há Quantidade produzida (QPA) e Ei o custo das Ef será igual a QPA (que sobrou após vendas) x CIPA unitário + Valorização das Ei

      Cumps,
      TS

  36. dinisha
    29 Maio 2015

    boa noite. gostaria de saber qual e o melhor sistema de custeio? custeio total ou custeio variavel? e porquê?

    • TANIA SARAIVA
      1 Junho 2015

      Olá Dinisha,

      não há um sistema melhor que o outro. Há 3 sistemas que se diferenciam na forma como tratam os custos fixos industriais (ou os consideram do produto ou do período). Comparando os 2 que me indicou, podemos dizer que no sistema de custeio total todos os custos industrias são considerados custos do produto e encaminhados até ao CIPV, enquanto no sistema de custeio variável apenas os custos variáveis são custos do produto, sendo os custos fixos considerados apenas custos do período (na rubrica CINI).

      Então porque os resultados diferem de sistema para sistema? Os resultados diferem quando há variação de existências (Quantidade vendida diferente quantidade produzida).

      Espero ter ajudado.

      Cumps,
      TS

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This entry was posted on 27 Junho 2012 by in Contabilidade.

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